Como exercitar na prática a atenção flutuante?

Na terapia psicanalítica, geralmente fazemos ao paciente um pedido mais ou menos assim:

“Olha, para que o seu tratamento funcione, é preciso que você converse comigo de uma forma diferente da habitual. No dia a dia, nós geralmente PENSAMOS ANTES DE FALAR. Afinal, a gente se preocupa em se fazer compreender pelo outro e também com a imagem que o outro fará de nós em função do que dizemos. Aqui na Psicanálise não deve ser assim. Você deverá dizer exatamente aquilo que vier à sua cabeça, ou seja, não impeça nenhum pensamento de ser verbalizado. Ainda que você ache que não vai fazer sentido, que pode parecer indecente ou que eu não vá gostar de ouvir, só fale. Não censure nada”.

Trata-se da famigerada regra fundamental da Psicanálise, a associação livre. Em suma, a gente pede para o paciente NÃO CONTROLAR a própria fala.

Beleza. Mas, se o paciente deve falar dessa forma, como o analista deve escutar o que ele diz?

— Uai, Lucas, deve escutar… escutando, não? Existe mais de uma maneira de escutar?

Mas é claro, caríssimo leitor!

Assim como a associação livre é um jeito de falar diferente da fala comum, o modo como o analista escuta o paciente também precisa ser diferente do habitual.

Se o paciente é convocado a falar sem censura, o analista também precisa escutar SEM QUALQUER TIPO DE FILTRO.

— Ah, Lucas, mas isso é fácil. Eu sei que dá para evitar falar certas coisas, mas não tem como o terapeuta deixar de ouvir alguma coisa que o paciente está dizendo, a não ser que ele tape os ouvidos. Afinal, escutar é um ato passivo.

Que bobagem você acaba de dizer, caro leitor!

A escuta é um processo tão ativo quanto a fala.

Assim como eu posso selecionar o que vou dizer, consigo também escolher cuidadosamente o que vou escutar.

E é EXATAMENTE ISSO o que Freud dizia que o psicanalista NÃO deve fazer.

Para alcançar esse modo diferente de escutar, o terapeuta deveria, segundo Freud, deixar a sua atenção “uniformemente suspensa” — procedimento cognitivo que ficou conhecido na Psicanálise como “atenção flutuante”.

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