[Vídeo] Você vê o mundo dividido entre Bem e Mal?

Se sua resposta para a pergunta que dá título a este vídeo for “sim”, sinto lhe informar, mas você sofre de imaturidade emocional. São as crianças que, incapazes de suportar a complexidade do comportamento humano, precisam enxergar as pessoas como 100% boas ou 100% más.


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[Vídeo] Os três destinos da mulher segundo Freud

Para Freud, na infância toda mulher vivencia a inveja do pênis ao constatar que não possui o órgão masculino. Neste vídeo comento as três respostas possíveis que a mulher pode dar a essa ilusão infantil de incompletude e os desdobramentos de cada uma delas no comportamento feminino.


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A Psicanálise explica a paixão?

Não é por acaso que esta sexta-feira é chamada “Sexta-feira da Paixão”.

Com efeito, uma das traduções de PATHOS, a palavrinha grega da qual se origina o termo paixão, é SOFRIMENTO e a cristandade rememora hoje justamente a dor implicada no sacrifício redentor do Messias.

Paixão, portanto, pode ser sinônimo de padecimento, martírio, aflição…

Qualquer pessoa que já se apaixonou na vida — e não teve seu amor correspondido — sabe muito bem disso.

Por outro lado, quem teve a sorte de contar com o desejo recíproco do objeto amado pode atestar a alegria indizível que emerge, feito torrente, de um coração apaixonado — incontrolável, avassaladora, deliciosamente angustiante.

Será que podemos traduzir essa avalanche emocional que está em jogo na paixão em termos metapsicológicos?

Em outras palavras, será que a Psicanálise pode explicar a paixão?

Essa pergunta é pertinente porque, quando estamos apaixonados, nosso psiquismo sofre alterações profundas que beiram os limites da loucura.

Por exemplo: a gente passa a enxergar a pessoa que amamos como perfeita, sem mácula, indefectível (com ou sem o vestidinho preto de Chico Amaral e Samuel Rosa).

A coisa é tão maluca que, em certos casos, a gente é capaz até de cometer crimes se isso for do agrado do objeto que agora manda e desmanda em nosso coração.

Só quem nunca se apaixonou pode colocar isso em dúvida.

De fato, no início dos anos 2000, um rapaz foi capaz de, juntamente com seu irmão, esp4nc4r os pais de sua namorada até a m0rt3 atendendo a um pedido dela…

Quem soube muito bem capturar esse estado de semiloucura gerado pela paixão foi a escritora portuguesa Florbela Espanca, no poema “Fanatismo”, brilhantemente musicado por Fagner.

Nos últimos versos ela diz, dirigindo-se ao objeto amado:

“Ah! podem voar mundos, morrer astros,

Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

Mas, e então, será que a Psicanálise explica esse desvario do apaixonamento?

A resposta é… Sim! E quem está na Confraria Analítica receberá ainda hoje uma aula especial justamente sobre esse tema.

Te vejo lá!


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A adaptação ao sofrimento faz a mudança parecer impossível. Mas não é.


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Talvez você não saiba que pode EXIGIR respeito

Uma das razões que levam algumas pessoas a se manterem presas a relações abusivas é a falta de reconhecimento do próprio valor intrínseco.

Parece papo de auto-ajuda, né?

Dane-se!

Prefiro que algumas de minhas contribuições pareçam auto-ajuda, mas EFETIVAMENTE ajudem pessoas em sofrimento do que ficar posando de intelectualzão erudito que apenas quer gozar narcisicamente com seu saber vazio e inútil.

Dito isso, voltemos ao assunto do texto.

Quando eu falo de vínculos abusivos, não me refiro apenas a relações amorosas, mas também a laços familiares, de amizade e de trabalho.

Entre os vários fatores que podem fazer uma pessoa SE DEIXAR ABUSAR pelo outro, um deles é a incapacidade que alguns indivíduos têm de EXIGIREM RESPEITO.

Geralmente, essas pessoas confundem o reconhecimento do próprio valor intrínseco com vaidade e egoísmo.

Elas acreditam que, se deixarem de colocar os interesses do outro em primeiro lugar, tornar-se-ão mesquinhas, arrogantes e soberbas.

Essa confusão é muito comum na cabeça daqueles que conviveram na infância com pais que, DE FATO, eram egocêntricos e autoritários.

Como pais desse tipo não conseguem dar todo o amor e validação que a criança precisa (afinal, só pensam nos próprios interesses), os filhos não olham para essas figuras parentais com admiração.

Pelo contrário: a criança as toma como exemplos do que ela NÃO QUER SER.

Afinal, pais assim geralmente tratam seus filhos de forma excessivamente castradora, intimidadora ou com indiferença.

E é aí que se forma a confusão!

Como o exemplo que o sujeito teve de ALGUÉM QUE SE PRIOPRIZA foi o desse pai ou mãe egocêntrico(a) e autoritário(a), na cabeça da pessoa a ideia de RECONHECER O PRÓPRIO VALOR passa a estar diretamente ligada a… egocentrismo, autoritarismo, arrogância etc. — características que ela não quer ter jamais!

Nesses casos, um dos objetivos de um bom processo psicoterapêutico deve ser o de ajudar o sujeito a desfazer esse mal-entendido.

RECONHECER O PRÓPRIO VALOR INTRÍNSECO não é ser narcisista ou vaidoso, mas simplesmente admitir o fato óbvio de que NINGUÉM tem o direito de nos desrespeitar — não por aquilo que fazemos ou temos, mas pelo simples fato de existirmos.


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[Vídeo] Você tem uma alma dividida

E se eu te disser que existe uma forte e espessa parede separando sua alma em duas partes? E que, por conta disso, existe uma luta por cidadania sendo travada dentro de você?


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[Vídeo] Psicanálise não é uma conversa

Muita gente que nunca fez análise imagina que as sessões são constituídas basicamente de um bate-papo com o terapeuta. Neste vídeo eu explico por que essa ideia é equivocada.


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3 traços típicos da personalidade oral

A formação da personalidade — conjunto de características que constituem o modo típico de funcionamento de uma pessoa — sofre a influência de diversos fatores.

Sigmund Freud descobriu que um deles é a sexualidade.

Baseado em sua experiência clínica, o pai da Psicanálise observou que certos traços de personalidade são derivados das diversas formas de satisfação sexual que temos à nossa disposição.

A avareza, por exemplo, seria uma expressão do erotismo anal.

O apego exagerado que o sujeito pão-duro tem às suas posses seria a manifestação simbólica do prazer de reter as fezes que toda criança descobre quando está aprendendo a usar o peniquinho.

Freud descobriu que as diversas modalidades de prazer sexual de que dispomos na infância podem sofrer quatro destinos (que não são mutuamente excludentes):

(1) Manutenção como parte do modo de satisfação sexual do sujeito.

(2) Sublimação.

(3) Repressão.

(4) Transformação em traços de personalidade.

Karl Abraham, um dos primeiros alunos de Freud, foi quem mais explorou a transformação do erotismo ORAL em características da personalidade.

Segundo o autor, essa forma de prazer sexual pode ser dividida em duas modalidades: o tesão em chupar, que se manifesta logo que a criança começa a ser amamentada, e o tesão em morder, que surge com o aparecimento dos dentes.

Abraham demonstra que todas as pessoas podem ter características derivadas do erotismo oral, mas há certos indivíduos cuja personalidade é dominada por traços provenientes dessa modalidade de prazer.

É como se esses sujeitos se posicionassem diante da vida sempre como bebês ávidos por chupar ou por morder.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que falarei de maneira mais detalhada sobre as características típicas da personalidade oral.

Será que você tem esse modo de funcionamento?


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Você se tortura?


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Quando a fantasia atrapalha

Certa vez, Ernesto esqueceu-se de que estava em um local fechado e acendeu um cigarro em pleno corredor da faculdade em que estudava.

Imediatamente, um segurança que estava próximo ao rapaz foi até ele e, de modo firme e assertivo, relembrou-o de que era proibido fumar naquele ambiente.

Ao invés de simplesmente apagar o cigarro e desculpar-se, Ernesto se sentiu ATACADO pelo funcionário.

O jovem sabia que sua conduta fora inapropriada, mas passou o dia inteiro remoendo a lembrança da forma enérgica com que havia sido abordado pelo segurança.

Desde então, Ernesto não perde a oportunidade de criticar a faculdade nas redes sociais e provocar tanto professores quanto outros funcionários da instituição.

A fantasia de ter sofrido um ataque por parte do segurança e não apenas uma repreensão normal fez com que o rapaz passasse a ESPERAR novos ataques.

Assim, por “precaução”, ele começou a ATACAR PRIMEIRO.

Resultado: a faculdade que, até então, era um ambiente amigável e acolhedor para Ernesto, passou a ser vista pelo aluno como um lugar hostil, cheio de pessoas dispostas o tempo todo a prejudicá-lo.

E como, para se defender, ele ataca, no fim das contas acaba sendo alvo de hostilidade mesmo. Afinal, os funcionários da instituição naturalmente vão reagir a tais ataques.

O caso de Ernesto é apenas um dos inúmeros exemplos das perturbações que as fantasias podem provocar na nossa relação com o mundo.

Esse rapaz construiu uma fantasia paranoica, provavelmente baseada em ataques REAIS sofridos na infância.

É como se ele estivesse ativamente procurando reencenar o trauma infantil a despeito do que efetivamente está em jogo na realidade.

Mas não existe só a fantasia paranoica.

Muitas pessoas, por exemplo, estão presas a uma fantasia de rejeição. Por terem sido preteridas ou desconsideradas quando crianças, tendem a tomar qualquer acontecimento insignificante como indício de que estão sendo rejeitadas.

Ao invés de atacarem primeiro — como faz o paranoico Ernesto — elas fazem de tudo para agradarem todo o mundo a fim de não serem rejeitadas.

E assim convertem suas vidas num trágico e eterno sacrifício ao desejo do outro.

A fantasia atrapalha.


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[Vídeo] Que bom que o copo está meio vazio!

Você já deve ter ouvido alguém usar a analogia do “copo meio cheio ou meio vazio” para fazer exortações vazias sobre a importância de se ter um olhar otimista para a vida.

Neste vídeo, quero demonstrar que olhar para o copo com água até a metade e percebê-lo como meio vazio não é nada ruim.


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[Vídeo] Simbólico, Real e Imaginário em Lacan: explicação com exemplos

Neste vídeo explico os conceitos de real, simbólico e imaginário — os três registros da experiência humana propostos pelo psicanalista Jacques Lacan — por meio de analogias e exemplos bastante simples.


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Você sofre da Síndrome do Penetra Existencial?

Muitos de vocês me pediram para falar um pouco mais sobre pessoas que parecem se sentir o tempo todo como se fossem penetras numa festa.

Em consideração a esse anseio, deixarei o tema que abordaria hoje para semana que vem e comentarei em mais detalhes como se constitui o que eu chamaria de “Síndrome do Penetra Existencial”.

Quero começar com uma citação do psicanalista húngaro Sándor Ferenczi, que se encontra no artigo “A criança mal acolhida e sua pulsão de morte”.

Comentando os casos de dois pacientes nos quais detectara tendências inconscientes de autoextermínio, Ferenczi diz o seguinte:

“Quando vieram ao mundo, os dois pacientes foram hóspedes não bem-vindos na família. […] Todos os indícios confirmam que essas crianças registraram bem os sinais conscientes e inconscientes de aversão ou de impaciência da mãe, e que sua vontade de viver viu-se desde então quebrada” (p. 57 do vol. 4 das Obras Completas).

Como é possível deduzir dessa passagem, toda criança nasce com o desejo de viver assim como Laura anseia participar da festa de aniversário de sua amiga, Bárbara.

No entanto, se Laura não for convidada, seu anseio se transformará em decepção, amargura e até culpa (“O que será que eu fiz para que Bárbara não me quisesse na festa?”).

Laura pode acabar arrumando um jeito de entrar na festa como penetra, mas, evidentemente, não se sentirá à vontade no lugar, pois SABE que não é bem-vinda.

Da mesma forma, uma criança que, por inúmeras razões, não é bem recebida no ambiente em que nasce, tenderá a não se sentir à vontade — só que NA VIDA.

Se, nos primeiros anos de vida, eu percebo que os anfitriões da “festa” na qual me colocaram (papai e mamãe) não têm muito tempo para mim, me tratam de forma indiferente ou com impaciência e hostilidade, qual será a conclusão que se produzirá em minha cabecinha infantil?

Óbvio: a de que eu NÃO DEVERIA ESTAR AQUI, ou seja, a de que, nessa festa, eu sou um PENETRA.

Quer saber mais sobre os sintomas da “Síndrome do Penetra Existencial” e os princípios que orientam o tratamento dessa condição?

Então venha conferir a AULA ESPECIAL que será disponibilizada ainda hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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Você se sente um penetra na existência?


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Não existe ninguém desmotivado

Por ser psicólogo além de psicanalista, de vez em quando me convidam para proferir as famigeradas “palestras motivacionais”.

Como se sabe, o objetivo buscado por quem propõe esse tipo de palestra é “motivar” os trabalhadores de uma empresa ou instituição a atuarem com mais vigor e entusiasmo.

É óbvio que isso não funciona e que a ideia de que uma mera apresentação de 1 hora produzirá o efeito desejado é um ótimo exemplo de pensamento mágico.

Por essa razão, ao invés de ministrar uma “palestra motivacional”, eu geralmente faço uma conferência SOBRE motivação, expondo uma síntese do que as diferentes correntes teóricas em Psicologia falam sobre o tema.

E eu sempre começo a palestra com a frase que dá título a este texto:

NÃO EXISTE NINGUÉM DESMOTIVADO.

A palavra “motivação” deriva, evidentemente, do termo “motivo” que, por sua vez, está enraizado na palavra latina “motus” (movimento).

Nesse sentido, motivo pode ser definido como aquilo que leva uma coisa a se movimentar, ou seja, a causa do comportamento dessa coisa.

Ora, o ser humano nunca deixa de se comportar.

Estamos sempre fazendo alguma coisa, mesmo que seja dormir ou ficar parado pensando na morte da bezerra…

Nesse sentido, quando uma pessoa diz que está desmotivada, ela, na verdade, está contando apenas metade da história.

De fato, ela está desmotivada, MAS… somente PARA CERTAS COISAS. Para outras, ela continua bem engajada.

Isso vale, inclusive, para indivíduos em depressão.

Tais pessoas muitas vezes perdem a motivação para trabalhar ou saírem com os amigos, mas, por outro lado, podem se tornar extremamente motivadas a nutrir pensamentos negativos e comer em excesso, por exemplo.

Entendeu?

A motivação nunca está ausente.

Existe tão-somente uma MUDANÇA nos OBJETOS e FONTES de motivação.

Um sujeito pode não estar motivado para fazer as atividades do seu trabalho, mas estar supermotivado para assistir aos stories da sua blogueira preferida.

Moral da história:

Ao invés da pergunta “Por que estou desmotivado?”, deveríamos fazer as seguintes indagações:

(1) “Por que será que não me sinto mais motivado PARA esse trabalho/relacionamento/atividade/etc.?

(2) Para qual direção minha motivação está indo agora?”


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