Por que não adianta tentar convencer uma pessoa ansiosa a parar de se preocupar

Vocês já tentaram convencer uma pessoa que está ansiosa a parar de se preocupar alegando que há pouca probabilidade de acontecer o que ela tanto teme?

Deixa eu dar um exemplo para ficar mais claro:

Imagine que sua amiga está extremamente tensa porque no dia seguinte haverá uma prova e ela tem muito medo de tirar nota baixa.

Aí você chega para ela e diz assim: “Fulana, pare de se preocupar tanto. Você estudou bastante para essa avaliação e a professora não costuma fazer provas muito difíceis. Não tem motivo para tanta ansiedade.”.

Você acha que após ouvir isso, sua amiga ficará tranquila, em paz e deixará de se preocupar com a prova?

A experiência mostra que muito provavelmente NÃO.

A explicação é simples: a amiga já sabia de tudo o que você falou para ela. É óbvio que ela tem consciência de que estudou e conhece o perfil pouco exigente da professora.

Então, por que será que, mesmo sabendo disso, ela se mantinha tensa e preocupada?

Ora, por que a ansiedade dessa amiga tem muito pouco a ver com a realidade externa.

É isso o que os meus colegas da Terapia Cognitivo-comportamental (TCC) não reconhecem.

Eles acham que a ansiedade excessiva pode ser tratada meramente desfazendo as distorções na percepção do sujeito sobre a realidade externa e as crenças igualmente distorcidas que as sustentam.

Eu concordo que essas distorções existem e os colegas da TCC fazem um trabalho bastante louvável de catalogação de todas elas.

O problema é que eles não reconhecem que essas interpretações equivocadas da realidade que estão presentes na ansiedade excessiva têm sua origem em QUESTÕES INCONSCIENTES.

É por isso que não adianta tentar convencer a pessoa de que ela está percebendo a realidade de forma distorcida.

No fundo, ela já sabe disso.

Então, por que a ansiedade se mantém?

Porque o verdadeiro perigo que a nossa amiga referida acima de fato teme não é a prova no dia seguinte. É ALGUMA OUTRA COISA que está no seu Inconsciente.

Pode ser, por exemplo, que a professora tenha o mesmo nome de sua mãe e ela tem uma série de questões infantis mal resolvidas com a genitora, as quais recentemente foram despertadas.

Vai saber…


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