
Algumas pessoas vivem esperando sempre a mesma coisa dos outros. Por exemplo: rejeição, crítica, abandono, frieza etc.
E, curiosamente… quase sempre encontram.
Coincidência?
Nem sempre.
Quando uma criança passa por um grande trauma ou vive em um ambiente consistentemente traumático, ela precisa criar uma defesa doentia para se proteger.
Se proteger do quê?
Da AGONIA gerada pelo trauma ou pelo ambiente traumático.
O que qualifica uma experiência como traumática é o fato de ela ultrapassar a capacidade de compreensão mental e emocional do sujeito.
É por isso que a criança tem mais chances de passar por traumas do que o adulto. Com efeito, a capacidade de compreensão infantil é muito precária.
Para se proteger da possibilidade de voltar a vivenciar o trauma ou continuar nele, a criança, como eu já disse, tende a criar uma defesa doentia.
Essa defesa tem a estrutura de uma fantasia relacional: o outro (ou o mundo) é do jeito X; logo, preciso ser do jeito Y.
Exemplos:
- O outro nunca me acolhe; logo, preciso me mostrar superior a ele.
- O outro nunca me ajuda; logo, preciso fazer tudo sozinha.
- O outro sempre me invade; logo, preciso me fechar.
- O outro está sempre contra mim; logo, preciso estar na defensiva.
É claro que todas essas crenças são, como dizem certos filmes, “baseadas em fatos reais” — as experiências traumáticas.
Apesar disso, merecem o rótulo de fantasias porque fazem afirmações generalizadoras e absolutas que não correspondem à realidade.
São fantasias também porque são criadas justamente para substituírem a realidade.
É como se a criança pensasse:
“É melhor imaginar que esse trauma pelo qual passei sempre vai acontecer porque, assim, eu consigo, pelo menos, me manter preparada.”
O problema é que, justamente por conta dessa função defensiva, a pessoa começa, sem perceber, a desejar que a realidade comprove a fantasia.
E isso pode acontecer de duas formas:
(1) O sujeito interpreta de forma distorcida certas experiências para encaixá-las na fantasia. Por exemplo:
Um homem pode interpretar uma simples discordância da namorada como ataque para continuar sustentando a fantasia de que o outro está sempre contra ele.
(2) O sujeito estabelece relacionamentos (amorosos, profissionais, de amizade etc.) com pessoas que, de fato, vão se comportar do modo “previsto” pela fantasia.
Uma mulher pode, por exemplo, se casar com um homem frio, que está sempre criticando-a, a fim de confirmar a fantasia de que o outro nunca a acolhe.
É assim que funciona a cabeça do traumatizado: ele prefere viver na previsível fantasia desagradável do que se abrir para a realidade e ser pego de surpresa…
Você se identificou com o texto?
Se sim, qual a sua fantasia?
E como vem fazendo para “comprová-la” no seu dia a dia?
***
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