[Vídeo] Compulsão à repetição: por que insistimos no que nos faz sofrer?

Muitas pessoas procuram a ajuda da Psicanálise porque não conseguem abandonar certos padrões repetitivos de comportamento ou de escolhas amorosas que lhes trazem muito sofrimento. Neste vídeo apresento as duas principais causas desse fenômeno que Freud chamou de compulsão à repetição.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

O dia em que um paciente arrombou o carro do seu terapeuta

Certa vez, o psicanalista inglês Donald Winnicott passou por uma situação insólita.

Ele estava atendendo um menino bastante problemático, na faixa dos 10 a 11 anos.

O garoto costumava roubar, tinha surtos agressivos e chegou a subir no telhado da clínica onde Winnicott atendia para jogar água no recinto, alagando todo o espaço.

Para completar, certa vez o rapazinho arrombou o carro do analista para dar um rolê com o automóvel.

— Ah, Lucas, aí é demais! Depois desse episódio Winnicott parou de atender esse capetinha, né?

Nada disso. Apesar de todos esses ataques, o terapeuta permanecia firme, atendendo-o diariamente.

O tratamento só foi suspenso porque, depois de algum tempo sem praticar assaltos, o menino voltou a roubar e se tornar agressivo fora da terapia, o que levou a Justiça a interná-lo numa instituição que hoje chamaríamos de “socioeducativa”.

No artigo em que narra esse caso (“Psicoterapia dos distúrbios de caráter”), Winnicott diz que, se “tivesse sido muito mais forte” do que o garoto, talvez o guri tivesse conseguido se segurar e não teria sido apreendido.

— Uai, Lucas, como assim “mais forte”? Por acaso é papel do analista conter pacientes baderneiros? E outra: Winnicott fez certo em continuar atendendo um paciente que chegou a arrombar o carro dele?

Responderei essas e várias outras perguntas na aula especial que estará disponível ainda hoje (sexta) para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.

Falarei nessa aula sobre como o analista deve se comportar, do ponto de vista winnicottiano, em casos como o desse menino (que revelam uma “tendência antissocial”) e em outras situações clínicas nas quais o paciente regride ao padrão de funcionamento de um bebê de colo.

Ah, para finalizar, sabe o que aconteceu com o garoto na vida adulta?

Ele se casou, teve três filhos e se tornou… MOTORISTA DE CAMINHÃO. 😉

Te vejo lá na Confraria!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Culpabilizar-se pode ser apenas uma forma de querer manter — imaginariamente — o controle a todo custo.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

“A interpretação é fundamentalmente isto: Eu te digo que você disse algo diferente do que pretendia dizer”. Jacques-Alain Miller

Certa vez eu sonhei com um lugar que tinha um formato de “L”.

Enquanto narrava esse sonho no divã e estimulado por algumas pontuações feitas pelo meu analista, me dei conta do fato óbvio de que “L” é a primeira letra do meu nome.

Por incrível que pareça, isso não tinha passado pela minha cabeça até aquele momento.

Impressionado com a IMAGEM insólita do lugar no sonho, não me atentei para o SIGNIFICANTE “L”.

E tem mais: constatei também que o termo “ele” (de letra “L”) é o mesmo que designa o pronome masculino da terceira pessoa do singular.

Esse pequeno fragmento de minha análise ilustra essa belíssima definição da interpretação psicanalítica feita pelo Miller.

Trata-se, é claro, de uma concepção lacaniana de interpretação, que se diferencia do modo freudiano de interpretar.

Eu diria que Freud propunha um método ALEGÓRICO de interpretação, baseado no esquema ISSO REPRESENTA AQUILO.

É o que vemos, por exemplo, na interpretação que ele faz do gesto de Dora de ficar enfiando e tirando o dedo de sua bolsinha porta-moedas.

Freud toma tal comportamento como uma alegoria do ato masturbatório.

Lacan, por sua vez, trabalhará com um método interpretativo diferente, que se vale da POLISSEMIA do significante, ou seja, do fato de que uma mesma palavra pode remeter a mais de um significado, dependendo do contexto.

O termo “ele”, por exemplo, pode tanto designar a letra “L” quanto se referir ao pronome masculino da terceira pessoa do singular.

Para Lacan, a interpretação analítica não deveria ter como propósito apontar o suposto significado verdadeiro daquilo que o sujeito diz.

Pelo contrário, ao interpretar, o analista deveria estimular o sujeito a se dar conta de que há outras possibilidades de leitura daquele mesmo texto que ele está apresentando.

Ou seja, ao invés de “fechar a questão”, fixando um determinado significado, a interpretação, para Lacan, deveria produzir justamente uma ABERTURA para novas significações.

E isso se torna possível quando o analista, ao invés de dizer para o paciente: “Isso que você diz significa aquilo”, opta por enunciar algo mais ou menos assim:

“O que você diz pode ser lido de uma forma diferente da que você pretende…”.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Liberdade exige sacrifício

Frequentemente a conquista da liberdade exige de nós o enfrentamento de situações de conflito, confrontação e posicionamento diante do desejo do outro. Portanto, para gozarmos da experiência de liberdade, precisamos inevitavelmente sacrificar o conforto.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Eu preciso de você!

Para continuar entregando conteúdo de qualidade e oferecendo bons produtos para vocês, preciso conhecê-los um pouquinho.

Por isso, gostaria de contar com sua participação numa rápida pesquisa.

É rápida mesmo: dura menos de 4 minutos.

É SÓ CLICAR AQUI.

SUA PARTICIPAÇÃO É 100% ANÔNIMA.

[Vídeo] Será que a Psicanálise é para você?

Neste vídeo: veja o que você precisa saber antes de solicitar uma consulta com um psicanalista e entenda por que nem todas as pessoas se adaptam ao método de trabalho psicanalítico.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Como exercitar na prática a atenção flutuante?

Na terapia psicanalítica, geralmente fazemos ao paciente um pedido mais ou menos assim:

“Olha, para que o seu tratamento funcione, é preciso que você converse comigo de uma forma diferente da habitual. No dia a dia, nós geralmente PENSAMOS ANTES DE FALAR. Afinal, a gente se preocupa em se fazer compreender pelo outro e também com a imagem que o outro fará de nós em função do que dizemos. Aqui na Psicanálise não deve ser assim. Você deverá dizer exatamente aquilo que vier à sua cabeça, ou seja, não impeça nenhum pensamento de ser verbalizado. Ainda que você ache que não vai fazer sentido, que pode parecer indecente ou que eu não vá gostar de ouvir, só fale. Não censure nada”.

Trata-se da famigerada regra fundamental da Psicanálise, a associação livre. Em suma, a gente pede para o paciente NÃO CONTROLAR a própria fala.

Beleza. Mas, se o paciente deve falar dessa forma, como o analista deve escutar o que ele diz?

— Uai, Lucas, deve escutar… escutando, não? Existe mais de uma maneira de escutar?

Mas é claro, caríssimo leitor!

Assim como a associação livre é um jeito de falar diferente da fala comum, o modo como o analista escuta o paciente também precisa ser diferente do habitual.

Se o paciente é convocado a falar sem censura, o analista também precisa escutar SEM QUALQUER TIPO DE FILTRO.

— Ah, Lucas, mas isso é fácil. Eu sei que dá para evitar falar certas coisas, mas não tem como o terapeuta deixar de ouvir alguma coisa que o paciente está dizendo, a não ser que ele tape os ouvidos. Afinal, escutar é um ato passivo.

Que bobagem você acaba de dizer, caro leitor!

A escuta é um processo tão ativo quanto a fala.

Assim como eu posso selecionar o que vou dizer, consigo também escolher cuidadosamente o que vou escutar.

E é EXATAMENTE ISSO o que Freud dizia que o psicanalista NÃO deve fazer.

Para alcançar esse modo diferente de escutar, o terapeuta deveria, segundo Freud, deixar a sua atenção “uniformemente suspensa” — procedimento cognitivo que ficou conhecido na Psicanálise como “atenção flutuante”.

Quer saber como o analista exercita na prática a atenção flutuante?

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma aula especial sobre esse assunto.

Te vejo lá!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Será que a sua ansiedade vem da incapacidade de confiar?

A experiência clínica tem me mostrado que, em alguns casos, o excesso de ansiedade e preocupações está relacionado a uma dificuldade básica de CONFIAR.

Não me refiro apenas à AUTOCONFIANÇA, mas à confiança no mundo, nos outros, na vida, no tempo…

Falta para algumas pessoas a tão singela capacidade de RELAXAR e acreditar que as coisas podem funcionar sem a intervenção delas.

Tais indivíduos estão sempre achando que, se não fizerem alguma coisa, uma grande catástrofe vai acontecer.

Por isso, estão sempre apressados. Não podem perder um minuto sequer, pois, do contrário, não haverá tempo suficiente.

Não se permitem ir fazer uma prova acreditando que, por terem se preparado, têm tudo para obter uma boa nota. Não. Apesar de terem passado horas e horas estudando, eles não conseguem REPOUSAR no conhecimento internalizado para fazer a avaliação com tranquilidade.

Tais pessoas nutrem a fantasia inconsciente de que PRECISAM estar sempre no controle.

Como toda fantasia, essa também está baseada, como se diz no cinema, em “fatos reais”.

Geralmente, pessoas que apresentam esse padrão são provenientes de famílias em que os pais (por diversas razões — não se trata aqui de culpá-los) não puderam oferecer para o sujeito uma dose suficientemente boa de suporte e auxílio.

Assim, muito precocemente a pessoa teve que se virar sozinha, não podendo contar com uma porção satisfatória de DEPENDÊNCIA em relação ao outro.

Essa experiência infantil tende a levar o sujeito à conclusão de que não pode contar com nada nem ninguém — nem consigo mesmo em certo sentido…

Nesses casos, a terapia psicanalítica ajudará o paciente a reconhecer e questionar essa fantasia, impulsionado principalmente pela relação com o analista — vínculo marcado justamente pelos elementos que faltaram na história do sujeito, a saber: DEPENDÊNCIA e CONFIANÇA.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

4 atributos do pensamento inconsciente

No artigo metapsicológico “O Inconsciente”, que estamos terminando de estudar linha a linha lá nas aulas ao vivo da CONFRARIA ANALÍTICA, Freud apresenta 4 características dos processos de pensamento no Inconsciente.

Muita gente não sabe, mas o Inconsciente NÃO é um lugar obscuro e misterioso dentro de nós, cheio de emoções reprimidas.

Na verdade, o Inconsciente nada mais é que um sistema psíquico.

E, como tal, constituído de PENSAMENTOS.

Isso mesmo: pensamentos, isto é, ideias, representações, desejos, memórias etc.

— Uai, Lucas, mas, então não tem diferença entre o Inconsciente e a Consciência? Porque, pelo que você tá falando, tem pensamento tanto em um quanto no outro…

Sim, caro leitor.

Só que os pensamentos inconscientes funcionam de uma maneira bem diferente dos pensamentos que estão localizados na Consciência (ou melhor, no Pré-consciente, que é o nome técnico que a Psicanálise dá para o sistema psíquico onde ficam armazenadas as ideias das quais a gente pode tomar consciência).

Veja nos cards quais são as particularidades dos processos de pensamento no Inconsciente.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] É inútil dizer para o ansioso parar de se preocupar

Não adianta tentar convencer uma pessoa ansiosa a olhar de forma mais realista para as situações e parar de se preocupar. Não funciona. Afinal, a verdadeira fonte da ansiedade está no Inconsciente.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Por que muitos homens fogem de terapia?

Todo psicólogo e psicanalista sabe que, dentre as pessoas que buscam psicoterapia, a grande maioria é composta por mulheres. Neste vídeo comento e explico psicanaliticamente a típica resistência masculina ao processo terapêutico.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Por que os pais deveriam saber um pouquinho de Psicanálise?

Em 1913, Freud foi convidado pelo Redator-Chefe da revista científica italiana SCIENTIA a escrever um artigo apresentando as contribuições da Psicanálise para outras ciências.

O resultado foi um texto magnífico em que Freud praticamente resume o conjunto das descobertas que ele e seus alunos haviam feito até aquele momento.

A última seção desse artigo se chama “O interesse educacional da Psicanálise”.

Nela, Freud não fala de relação professor-aluno, aprendizagem, cognição… nada disso.

O foco dele não é a educação escolar, mas a educação familiar, aquilo que a gente costuma chamar aqui no Brasil de CRIAÇÃO.

Freud destaca que o grande problema com a forma como os pais tradicionalmente criam seus filhos é que ela não leva em conta as particularidades do psiquismo infantil.

Por força da inevitável amnésia infantil, os pais esquecem como se comportavam quando crianças e, assim, tratam as tendências e manifestações naturais dos filhos como se fossem impulsos anormais que precisam ser severamente reprimidos.

O resultado de uma criação desse tipo será fatalmente a NEUROSE, essa forma de adoecimento emocional em que o sujeito desperdiça a maior parte da sua preciosa energia psíquica se defendendo dos próprios desejos.

— Beleza, Lucas, entendi. Mas qual alternativa Freud apresenta para os pais? Deixar a criança fazer tudo o que quiser? Não dar limites?

Não, caríssimo leitor. Freud não está advogando uma educação do tipo “libera geral”, em que os pais se eximem do seu papel de grande Outro e deixam a criança entregue aos próprios impulsos.

— Uai, Lucas, mas você não acabou de falar que ele era contra uma educação repressiva?

Sim, perfeitamente. Mas é que não existem apenas esses dois pólos, caro leitor. Para-além da criação libertina e da criação repressiva, existe outra forma —  saudável — de educar.

Quer saber qual é?

Falarei sobre ela e sobre outros aspectos da visão de Freud sobre a educação numa AULA ESPECIAL que estará disponível ainda hoje apenas para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.

Te vejo lá!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Copo meio cheio ou meio vazio: essa analogia está errada!

Você certamente já ouviu essa velha analogia do “copo meio cheio ou meio vazio”.

Ela costuma ser utilizada quando se quer incentivar uma pessoa a ter um olhar mais positivo sobre uma determinada situação:

“Veja: quando um copo está com água só na metade, você pode enxergá-lo como meio cheio ou meio vazio, ou seja, de forma otimista ou pessimista”.

Qual é o problema dessa analogia?

É que ela supõe que enxergar o copo meio vazio é necessariamente fonte de tristeza, já que, nesse caso, eu estaria olhando mais para o que falta no copo do que para a quantidade de água que ele já possui.

Não sei se você percebeu, mas tal raciocínio supõe que pensar na FALTA é sempre ruim — o que não é verdade.

No fundo, essa analogia é só uma versão do absolutamente irritante “jogo do contente”, inventado pela personagem Pollyanna, de Eleanor H. Porter, que consiste em encontrar pelo menos uma razão para ficar feliz em qualquer situação problemática.

Olhar para o que falta, para o que não funciona, para o que tropeça só será fonte de infelicidade se eu adotar uma postura LAMENTADORA.

O lamentador é aquele sujeito que encarna o estereótipo da hiena Hardy, de Hanna-Barbera. Diante da falta, ele só sabe dizer: “Ó vida, ó azar…”.

Isso acontece porque o lamentador olha para a falta como DEFEITO e não como POTÊNCIA.

Sem saber, ele está comprometido com a visão fantasiosa de que a realidade deveria ser sempre completa, perfeitinha, nada complicada.

— Uai, Lucas, mas tem como olhar para a falta, para o copo vazio, de outra forma?

É óbvio! Trata-se da postura DESEJANTE!

Se algo falta, se algo não funciona, se há falha, isso significa que eu POSSO DESEJAR fazer alguma coisa!

NO MUNDO PERFEITO NÃO HÁ DESEJO: tudo já está feito.

Eu posso, por exemplo, olhar para um processo que não está funcionando no meu trabalho e lamentar o problema. Mas eu também posso pensar criativamente numa forma de resolver aquilo.

Perceba: não se trata de “ver o lado bom” das coisas. É para ver o lado ruim mesmo, só que de um modo desejante/ativo e não lamentador/passivo.

Se o copo está meio vazio, isso significa que ainda tem espaço para que eu coloque mais alguma coisa nele.

Olha que maravilha!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

A preparação pode ser apenas uma desculpa para continuar procrastinando

Descartes dizia que o bom senso é a coisa mais bem distribuída no mundo porque toda pessoa acha que o possui em larga medida.

Em contrapartida, eu diria que o autoengano é a coisa mais escassa do mundo, pois contam-se nos dedos aqueles que admitem estar providos dele.

O procrastinador é uma das categorias de pessoas que mais resistem a reconhecer o quanto estão afundadas no autoengano.

Primeiramente porque a própria percepção de si mesmo como um sujeito procrastinador já pode ser, ela própria, fruto do autoengano.

Com efeito, muitos daqueles que se dizem procrastinadores são, na verdade, preguiçosos mesmo. Não agem porque vivem sob o lema do simpático carteiro Jaiminho: “É que eu prefiro evitar a fadiga”.

Por outro lado, existem os procrastinadores de fato: aqueles que acreditam verdadeiramente que querem agir, mas possuem resistências inconscientes que os impedem de colocar a mão na massa.

Tais resistências podem ser as mais mais variadas: o sujeito pode, por exemplo, inconscientemente não desejar executar aquela tarefa que lhe parece tão necessária no momento aos olhos da consciência.

E é aí que o diabinho do autoengano se manifesta!

Para não ter que reconhecer o seu desejo inconsciente de não fazer o que acha que precisa ser feito, o procrastinador começa a inventar desculpas para si mesmo.

Uma das mais clássicas é a que pode ser formulada nos seguintes termos: “Não vou fazer isso agora porque preciso me preparar; ainda não estou pronto para agir”.

O cidadão já leu trocentos artigos e livros, mas acha que ainda não é o bastante. Antes de começar a escrever a monografia, ele precisa estudar um pouco mais.

A moça já assistiu centenas de vídeos sobre marketing digital e acompanha há anos perfis dedicados ao tema, mas ainda diz para si mesma que precisa se preparar um pouco mais antes de fazer o seu primeiro lançamento.

E, assim, a pessoa vai adiando, adiando, adiando, perdendo oportunidades e jogando para debaixo do tapete uma análise séria sobre as próprias motivações.

Como a gente diz aqui em Minas: ou caga ou sai da moita! Ou você começa esse negócio logo e para de enrolar ou vá investigar as razões inconscientes de sua procrastinação.

Só pare de se autoenganar.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”