[Vídeo] Como a Psicanálise trabalha traumas emocionais

Neste vídeo você conhecer o ponto de vista da Psicanálise sobre os traumas emocionais e entender de que modo a terapia psicanalítica intervém junto a pacientes que sofrem com as sequelas de experiências traumáticas.


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O que é, para Freud, a sabedoria de viver?

Em 1926, Freud escreveu às pressas um livrinho chamado “A Questão da Análise Leiga” para colaborar na defesa de Theodor Reik, um psicólogo e psicanalista, que fora processado pelo crime de “charlatanismo”, visto que atendia pessoas sem ter formação em Medicina.

O objetivo principal do texto era demonstrar os motivos pelos quais a Psicanálise não seria um método de tratamento que somente médicos poderiam praticar.

No entanto, para atingir esse alvo, o médico vienense constrói um delicioso diálogo à moda platônica com um interlocutor fictício, que ele denomina de “Pessoa Imparcial”, ou seja, alguém que estaria disposto a ouvir seus argumentos sem preconceitos.

O resultado é a mais clara e didática exposição que Freud já fez sobre a teoria e a técnica da Psicanálise.

Em determinado momento do texto, depois de explicar, em linhas gerais, como se dá o encontro entre um psicanalista e a pessoa que o procura em busca de ajuda (“Nada acontece entre eles, salvo que conversam entre si.”), Freud passa a falar sobre como a mente humana está estruturada.

Nessa época ele já estava trabalhando com os conceitos de id, ego e superego. Por isso, inicia sua exposição explicando como desenvolvemos um ego a partir de um id primário e como essas duas partes da mente se relacionam entre si.

É nesse ponto do livro que Freud nos agracia com uma formulação belíssima:

“Decidir quando é mais adequado controlar suas paixões e curvar-se ante a realidade, ou tomar o partido delas e opor-se ao mundo exterior, constitui a essência da sabedoria de viver.” (tradução da Cia. das Letras).

Coincidentemente ou não, essa frase evoca a conhecida “Oração da Serenidade”, comumente empregada como ferramenta psicológica em grupos de apoio como os “Alcoólicos Anônimos”:

“Deus,

Conceda-me a serenidade

Para aceitar aquilo que não posso mudar,

A coragem para mudar o que me for possível

E a sabedoria para saber discernir entre as duas.”

Mas, Lucas, o que isso tem a ver com o id e o ego?

Como Freud pensa PSICANALITICAMENTE essa sabedoria de viver?

Essas e outras perguntas serão respondidas numa AULA ESPECIAL que estará disponível ainda hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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A gente faz Psicanálise para questionar conclusões precipitadas


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Pessoas controladoras: o que a Psicanálise diz sobre elas

O simples desejo de ter controle sobre a própria vida não é patológico.

A maturidade exige que tomemos as rédeas do nosso caminhar mesmo sabendo que o Real e o Inconsciente existem e que, portanto, esse controle será sempre limitado.

No entanto, existem sujeitos que são excessivamente controladores.

Eles não suportam (a não ser muito de vez em quando) estar na dependência de outras pessoas ou do mundo de forma geral.

Por isso, tendem a acumular muitas tarefas e, por consequência, a se sentirem sobrecarregadas.

Afinal, estão sempre fugindo da angústia que experimentam quando eventualmente precisam colocar atividades nas mãos de outras pessoas.

Outro traço bastante característico das pessoas controladoras é a dificuldade de lidar com a autonomia do outro, especialmente daqueles com os quais o sujeito mantém algum vínculo, como filhos, pais, amigos, namorados ou cônjuges.

O controlador sofre muito quando a realidade lhe obriga a reconhecer que o outro… é o outro, isto é, que sua esposa, por exemplo, tem individualidade e que, portanto, não necessariamente irá se comportar da forma como ele gostaria.

Do ponto de vista psicanalítico, podemos apontar duas possíveis gêneses para esse padrão controlador, as quais geralmente se complementam:

(1) A busca excessiva de controle pode ser uma forma inibida de expressão de impulsos sádicos, os quais aparecem naturalmente em todos nós na infância, mas que podem se manifestar com mais força e intensidade em algumas pessoas. Originalmente, o sadismo designa a obtenção de prazer por meio da agressão, dominação e humilhação do outro. Contudo, ao ser inibido por considerações de natureza moral e social, pode acabar se expressando em algumas pessoas como um desejo disperso de controle de tudo.

(2) A tendência controladora também pode ser uma forma de defesa que o sujeito desenvolveu desde a infância para lidar com determinados traumas causados por negligência familiar, perda precoce dos pais, abusos físicos e/ou sexuais etc. Nesse caso, o indivíduo passa a buscar excessivamente o controle porque isso lhe dá a ilusão de que, agindo assim, conseguirá se proteger contra a ocorrência de outros traumas.


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[Vídeo] Encare o medo como um amigo chato

Se você ficar esperando o medo ir embora para colocar em prática os projetos que deseja, sinto muito, mas é provável que você desapareça antes dele.


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[Vídeo] Os perigos de reprimir a agressividade

O psicanalista inglês Donald Winnicott nos ensina que, na origem, a agressividade nada mais é do que uma das expressões do nosso impulso natural de viver e buscar manter-se vivo. No entanto, muitas pessoas encaram negativamente esse movimento emocional espontâneo e acabam reprimindo sua agressividade como se ela fosse necessariamente violenta. Neste vídeo, explico os graves prejuízos que tal atitude ocasiona para a saúde mental e as relações interpessoais.


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Em matéria de sexualidade, somos eternas crianças.

No terceiro volume de sua “Introdução à Metapsicologia Freudiana”, o escritor e psicanalista carioca Luiz Alfredo Garcia-Roza sustenta uma tese que pode ser surpreendente até para quem já navega há um bom tempo pelos mares da Psicanálise.

Trata-se da ideia de que a SEXUALIDADE INFANTIL não foi exatamente uma DESCOBERTA feita por Freud, mas um CONCEITO inventado pelo médico vienense.

Um dos argumentos apresentados pelo Garcia-Roza é o de que a constatação empírica de comportamentos sexuais em crianças já havia sido feita muito tempo antes de Freud.

Como Foucault mostra, por exemplo, em sua “História da Sexualidade”, a organização arquitetônica dos dormitórios nos colégios internos do século XVIII já supõe um esforço para coibir a expressão da sexualidade infantil.

Ademais, o próprio Freud nos “Três Ensaios…” cita uma série de autores que, antes dele, já haviam abordado os fenômenos sexuais na infância, ainda que de um ponto de vista patologizante.

De acordo com Garcia-Roza, a originalidade de Freud está em pensar a sexualidade infantil não como um mero conjunto de fenômenos sexuais vivenciados pelas crianças, mas como um modo particular de expressão da sexualidade, ou melhor, O MODO ESPECIFICAMENTE HUMANO DE VIVÊNCIA DA SEXUALIDADE.

Sim, do ponto de vista psicanalítico, a sexualidade humana continua sendo eternamente infantil, mesmo quando ocorre na vida adulta.

Em outras palavras, ao longo da vida a gente amadurece fisicamente, cognitivamente, mas sexualmente continuamos “imaturos”…

— Uai, Lucas, como assim?

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma aula especial sobre o conceito de SEXUALIDADE INFANTIL em que explicarei essa ideia detalhadamente.

Te vejo lá!


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Esconder-se do mundo para fugir de si mesmo


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A sexualidade humana é perversa por natureza

Antes de Freud, entendia-se que as perversões sexuais eram formas desviantes, anormais, degeneradas de vivência da sexualidade.

Em outras palavras, na cabeça do povo vigorava mais ou menos o seguinte raciocínio:

Se uma pessoa, por exemplo, sente prazer sexual e é capaz de chegar ao orgasmo simplesmente sendo amarrada, chicoteada e humilhada, isso significa que tal indivíduo se desviou, se verteu completamente (per-vertere) para o caminho sexual errado.

Na base desse pensamento está o pressuposto de que existe uma forma correta e NATURAL de viver a sexualidade: a forma genital-heterossexual-monogâmica.

Supostamente, todo o mundo nasceria voltado para esse “bom caminho” e apenas alguns malucos anormais, os perversos, se desviariam dele.

Freud vai produzir uma reviravolta nessa maneira tradicional de entender a sexualidade humana.

Observando que seus pacientes neuróticos viviam cheios de fantasias perversas na cabeça, apesar de viverem na prática uma sexualidade genital-heterossexual-monogâmica, Freud chega à conclusão revolucionária de que, na verdade, A PERVERSÃO É QUE É PRIMÁRIA E NÃO A “NORMALIDADE”.

Ou seja, Freud nos fez ver que a sexualidade genital-heterossexual-monogâmica é CONSTRUÍDA e não NATURAL.

Construída por meio de uma LAPIDAÇÃO, de uma espécie de MODELAGEM que se dá sobre uma condição perversa original.

Afinal de contas, a sexualidade infantil não é genital-heterossexual-monogâmica.

As crianças podem experimentar prazer sexual com as mais diversas ações, os mais diferentes objetos e em várias partes do corpo.

Isso significa que quando uma pessoa sente prazer sexual e é capaz de chegar ao orgasmo simplesmente sendo amarrada, chicoteada e humilhada, ela não está se desviando de uma suposta norma natural, mas simplesmente expressando uma potencialidade que já estava presente na infância.

Nesse sentido, o desenvolvimento (legítimo, diga-se de passagem) de uma sexualidade genital-heterossexual-monogâmica é resultado de um processo que consiste num “descarte” das diversas outras formas de prazer de que somos capazes de usufruir.

— Mas o que acontece com tudo isso que é “descartado”, Lucas?

Outro dia a gente fala a respeito…


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[Vídeo] Não é frescura nem mimimi

O condenável pensamento medicalizador transforma problemas de natureza social, educacional e familiar em questões de saúde.

Por outro lado, existe atualmente uma tendência a não se levar a sério quadros que, de fato, são de ordem patológica.

Essa postura também deve ser combatida.


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[Vídeo] Entenda as diferenças entre o pequeno outro e o grande Outro em Lacan

Neste vídeo proponho uma maneira didática e simples de compreender as diferenças fundamentais entre os conceitos de outro (com “o” minúsculo) e grande Outro na doutrina do psicanalista francês Jacques Lacan.


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Psicanalista não é guru

O psicanalista húngaro Sándor Ferenczi conta que, antes de conhecer a Psicanálise, frequentemente se deparava com uma situação embaraçosa em seus atendimentos.

Vai vendo…

Como a maioria dos psicoterapeutas do final do século XIX, Ferenczi empregava a SUGESTÃO como método de trabalho.

E o que é a sugestão?

Você sabe.

Hoje em dia o que mais tem na internet é gente que utiliza essa técnica, ainda que sem chamá-la pelo nome…

Quando uma pessoa aflita e vulnerável manda uma pergunta na caixinha de um desses gurus de Instagram e o “Pai”, “Mestre” ou “Doc”, do alto da sua sabedoria milenar de 34 anos, diz para aquela crédula criatura o que ela deve fazer para resolver seu problema, estamos diante de um episódio de sugestão ao vivo e a cores.

O método sugestivo consiste basicamente em introduzir, por meio da autoridade, da intimidação ou de uma atitude doce e benevolente, certas ideias na cabeça do paciente — ideias que a pessoa aceita de forma acrítica por conta da confiança cega depositada no guru.

Em suma, trata-se de um procedimento de manipulação da mente de outro — embora, normalmente, o paciente não se sinta manipulado.

Feita essa explicação, voltemos ao que acontecia lá com o Ferenczi:

Pois bem, enquanto ainda não trabalhava com a Psicanálise, utilizando exclusivamente a técnica da sugestão, Ferenczi passava amiúde pela seguinte saia justa:

Ele estava lá, de repente, pelejando com um paciente histérico resistente, que não saía do lugar, até que decidia falar para o cara mais ou menos o seguinte:

“Você não está doente, meu amigo, recobre as forças, basta querer!”

Sabe o que o paciente respondia para o Ferenczi? Veja:

“O meu mal, doutor, é justamente o de não ter vontade; digo-me dia e noite: você tem que, você tem que e, apesar de tudo, não consigo. Procurei-o precisamente para que me ensine a querer!”

Seria cômico se não fosse trágico, né?

Ferenczi conta essa história num artigo chamado “Sugestão e Psicanálise”.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que comento esse texto, mostrando por que a Psicanálise NÃO É um tratamento baseado na sugestão e por que, portanto, o psicanalista não é um guru.


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Modificar o olhar sobre a própria história: esta é uma das propostas da Psicanálise.


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Quais são os remédios que você inventou para tentar curar suas feridas de infância?

Ontem, atendendo uma paciente, eu utilizei uma analogia que gostaria de compartilhar com vocês, pois acredito que poderá servir para muitos como estímulo para alguns insights.

Eu dizia para essa paciente que nós geralmente criamos “remédios psíquicos” para “tratar” certos problemas emocionais que nos acometeram na infância.

Esses “remédios” são traços de personalidade e padrões de comportamento, ou seja, são formas de ser e de agir que se manifestam em nós de forma quase automática.

Há pessoas, por exemplo, que, sem perceberem, estão sempre se sentindo atacadas e, por isso, se mostram o tempo todo desconfiadas e “na defensiva”.

Quando a gente analisa a história de vida de indivíduos assim frequentemente encontramos em sua infância a passagem por experiências de negligência, injustiça e falta de amor.

Nesse sentido, é possível compreender as atitudes de desconfiança e reatividade como “remédios” que tais pessoas inconscientemente foram criando para se protegerem de um ambiente hostil e pouco acolhedor.

E esses remédios de fato funcionam!

Sem eles, a pessoa seria absorvida pela angústia desesperadora que invade a alma de uma criança que não recebeu por parte do ambiente AQUILO QUE LHE ERA DEVIDO.

Sim, meus amigos: existe a falta estrutural, inevitável, a impossibilidade de satisfação plena, mas existem faltas que não deveriam existir, pois não são da ordem do desejo, mas da NECESSIDADE.

Então, quando o sujeito não tem suas necessidades básicas atendidas na infância, ele vai precisar inventar esses remédios para não cair no abismo da angústia desesperadora.

O problema, como eu dizia para minha paciente, é que todo remédio tem efeitos colaterais…

E é por isso que a gente faz Psicanálise:

Para encontrar remédios melhores.

Para tratar as feridas anímicas e não precisar mais de nenhum deles.

Ou, no mínimo, para acertar a dose…


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[Vídeo] Assuma a autoria das suas ações

É muito mais fácil e confortável dizermos para nós mesmos que nossas ações não foram de fato escolhidas, mas são apenas reações a demandas e imperativos externos. Mas a questão é: você quer continuar se autoenganando pensando dessa forma?


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