[Vídeo] Sexualidade na visão da Psicanálise

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA. Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro. Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”. Te vejo lá!


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[Vídeo] Como Freud inventou a associação livre?

Neste vídeo: entenda como foi a história de criação dessa que é a técnica terapêutica mais “mineirinha” de todas.


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Pedro, o analista apressadinho

Cansada de não conseguir ser feliz no amor, Jussara, uma engenheira de 35 anos, decide procurar o psicanalista Pedro a fim de compreender o que acontece consigo.

Na primeira sessão, a moça fala sobre seus últimos relacionamentos e como eles terminaram:

“O Paco foi o último. No começo (como sempre) eu achei que finalmente tinha encontrado o homem da minha vida: atencioso, carinhoso, sensível…”.

“Mas, com dois meses, já vi que tinha entrado de novo numa furada. Você acredita que ele queria que eu parasse de trabalhar por que, segundo ele, ‘em obra só tem macho’?”.

— E o que você falou quando ele te disse isso?, pergunta o analista.

“Ah, eu virei uma onça! Falei com ele que eu tinha saído cedo de casa justamente porque meu pai queria controlar cada passo que eu dava. Foi aí que a gente começou a brigar”.

— Hum… Então quer dizer que o Paco se parece com seu pai?

“Ele e os outros, né? Todo homem que eu arrumo tem isso de querer me controlar. Às vezes eu acho que é karma, só pode”.

Entusiasmado por ter extraído da paciente a confissão desse padrão, Pedro decide formular uma interpretação explicativa:

— Toda menina se apaixona pelo pai quando criança. Talvez você ainda esteja inconscientemente apaixonada pelo seu.

Jussara faz um semblante de estranhamento misturado com uma leve irritação.

O analista continua:

— Por isso só escolhe homens parecidos com ele e relacionamentos que não dão certo. Dessa forma, você satisfaz a saudade do colo do papai e, ao mesmo tempo, não deixa ninguém ocupar definitivamente o lugar dele no seu coração.

A fim de estimular a paciente a ficar pensando sobre sua interpretação, Pedro decide encerrar a sessão logo depois dessa fala.

Apesar de dizer que voltaria na semana seguinte, a paciente sai do consultório pensando: “Esse cara é um completo maluco. Vê se pode? Eu, apaixonada pelo papai? Nunca mais volto aqui”.

Se Pedro tivesse assistido à AULA ESPECIAL que será publicada ainda hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, ele provavelmente não teria perdido essa paciente.

Nessa aula eu comento algumas orientações de Freud acerca de como o analista deve trabalhar no início do tratamento.

Pedro saberia que não se deve fazer interpretações logo na primeira sessão.


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A gente faz Psicanálise para CONSEGUIR deixar pra lá…


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[Vídeo] Dá para fazer autoanálise?

Eventuais insights só acontecem quando falamos com a suposição de que TEM ALGUÉM OUVINDO o que estamos dizendo. É só falando livremente com um outro que a gente consegue SE ESCUTAR.


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A castração é libertadora

No início dos anos 1920, Freud fez uma descoberta muito interessante:

A de que muitos homens desenvolvem na infância a fantasia de que podem ser castrados por seus pais.

Essa crença ilusória seria reforçada por ameaças dos adultos feitas geralmente em tom de brincadeira: “Pare de mexer no seu piupiu senão eu vou cortá-lo, hein?”.

Além disso, Freud deduziu que, diante do desconhecimento de como funciona a genitália feminina, crianças de ambos os sexos tenderiam a explicar a ausência do pênis nas meninas como sendo resultado de uma castração.

O medo imaginário de serem castrados levaria os meninos a renunciarem à prática da masturbação infantil e ao desejo incestuoso pela mãe.

As meninas, por sua vez, acreditando ilusoriamente que são castradas, seriam levadas a esperar uma compensação por tal infortúnio — geralmente, um bebê a ser gerado pelo pai.

Em ambos os casos, a fantasia de castração leva a criança fazer uma TROCA: ela abandona determinas coisas para poder desejar outras que acabam funcionando como SÍMBOLOS da primeira.

No caso do menino, ele abandona a satisfação autoerótica e o desejo pela mãe em troca da identificação com o pai e da possibilidade de desejar OUTRAS pessoas.

No caso da menina, ela renuncia ao anseio de ter um pênis em troca da identificação com a mãe e do desejo de receber OUTROS objetos.

Portanto, a fantasia de castração pode ser vista como um fator de promoção do amadurecimento na medida em que leva a criança a sofisticar e ampliar suas possibilidades de desejo no mundo.

A psicanalista francesa Françoise Dolto foi quem melhor desenvolveu essa ideia por meio da criação do termo CASTRAÇÃO SIMBOLIGÊNICA.

Para a autora, ao longo do desenvolvimento, a criança passa por diversos momentos que podem ser metaforicamente descritos como “castrações”.

Em todos eles, precisa acontecer um processo de TROCA de um objeto ou meio de satisfação por outros muito mais amplos, humanos e amadurecidos.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que explico as quatro castrações propostas por Dolto e as condições para que elas sejam, de fato, SIMBOLIGÊNICAS.


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Uma simples queixa de ansiedade nunca é uma simples queixa de ansiedade


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A Psicanálise foi feita para o homem e não o homem para a Psicanálise.

Em 1904, o psiquiatra Leopold Löwenfeld publicou um livro dedicado aos fenômenos obsessivos e compulsivos típicos da neurose obsessiva.

Freud foi convidado pelo autor a produzir um breve artigo, a ser incluído no livro, explicando como funcionava a terapia psicanalítica — pouco conhecida àquela época.

O resultado foi o elegante texto “O método psicanalítico de Freud”, em que o autor, escrevendo na terceira pessoa, expõe resumidamente a história de desenvolvimento da Psicanálise e suas características principais.

Esse trabalho está no volume 7 da Edição Standard e no volume 6 da edição da Cia. das Letras.

Nas páginas finais do artigo, Freud aborda os objetivos da Psicanálise.

Àquela altura, ainda influenciado pelo recém-abandonado método catártico de Breuer, ele entendia que a “a tarefa do tratamento é remover as amnésias”, ou seja, desfazer “todas as repressões”.

O próprio Freud, no entanto, reconhece essa meta é irrealizável, já que, mesmo numa pessoa saudável, ou seja, que não é neurótica, “esse estado ideal” não existe.

Portanto, mesmo que uma pessoa passe décadas fazendo análise, ela nunca se tornará completamente “transparente” para si mesma.

O Inconsciente, essa dimensão opaca e disruptiva da nossa alma, SEMPRE continuará existindo.

— Bom, Lucas, mas e aí? Se a Psicanálise, em tese, teria como objetivo final alcançar uma meta que, segundo seu próprio criador, é impossível de ser atingida, qual seria a utilidade desse método?

A resposta que Freud fornece a essa pergunta é muito boa:

Ele diz que, no fim das contas, se não dá para tornar o Inconsciente completamente acessível à Consciência, os analistas deveriam se contentar em alcançar um objetivo muito mais modesto:

“[…] a recuperação prática do paciente, o restabelecimento de sua capacidade de realização e de fruição”.

Em outras palavras, o terapeuta pode se dar por satisfeito se tiver conseguido ajudar o paciente a superar as inibições e sintomas que o impediam de agir no mundo e aproveitar a vida.

Relembrar essa formulação freudiana pode ajudar os analistas a moderarem suas pretensões muitas vezes messiânicas de transformação completa da vida de seus pacientes.


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[Vídeo] 4 técnicas que todo psicanalista utiliza

A terapia psicanalítica não é uma simples conversa. Apesar de analista e paciente falarem coisas um para o outro, esse diálogo é intencionalmente estruturado de uma forma específica para produzir determinados efeitos. E isso acontece por meio da aplicação de determinadas técnicas. Neste vídeo, comento 4 delas.


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Como funciona a estrutura perversa?

A sexualidade dita “normal” não é natural — eis uma das maiores descobertas feitas por Freud.

Numa longa nota de rodapé sobre a homossexualidade nos “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade”, o pai da Psicanálise diz o seguinte:

“Na concepção da psicanálise, portanto, também o interesse sexual exclusivo do homem pela mulher é um problema que requer explicação, não é algo evidente em si, baseado numa atração fundamentalmente química.” (p. 35 da edição da Cia. das Letras)

Eu sempre gosto de evocar esse trecho quando me perguntam sobre uma suposta explicação psicanalítica para a homossexualidade.

Com efeito, geralmente quem faz esse questionamento parece pressupor que a heterossexualidade não precisaria ser explicada, pois seria, como diz Freud, “algo evidente em si”.

Nada disso.

Freud se opôs à opinião moralista de sua época segundo a qual as perversões sexuais seriam desvios de uma suposta norma biológica.

Ele demonstrou que, na verdade, não temos uma via natural na dimensão sexual, de modo que a noção de “desvio” só faz sentido se tomarmos como parâmetro uma norma SOCIAL.

Freud nos fez ver que boa parte dos comportamentos perversos que aparecem de forma isolada na vida adulta já se manifesta espontaneamente na infância.

Nesse sentido, o estado original da nossa sexualidade está muito mais próximo daquilo que se passa nas perversões do que da “normalidade” heterossexual-genital.

Isso significa que a sexualidade dita “normal” é resultado de um processo de EDIÇÃO, de FORMATAÇÃO, de MODELAGEM — realizado pela sociedade.

— Entendi, Lucas. Mas, então, o que acontece nas perversões? Nelas, esse trabalho de recorte realizado pela cultura seria “mal feito”?

Mais ou menos.

De fato, para Freud, o comportamento perverso, assim como a neurose, resulta de um fracasso do processo de edição necessário para a constituição da sexualidade “normal”.

No entanto, esse aspecto é apenas a pontinha do iceberg da LÓGICA DE FUNCIONAMENTO das perversões.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que falo sobre essa lógica e outros aspectos da estrutura perversa.


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Freud está ultrapassado?

Ontem uma aluna me fez a uma pergunta que pode ser reproduzida mais ou menos nos seguintes termos:

— Lucas, será que a ênfase que Freud deu à influência do fator sexual na produção das neuroses não pode ser explicada pelo fato de que, na época dele, havia uma forte repressão da sexualidade na Europa? Nesse sentido, a teoria freudiana das neuroses não estaria ultrapassada?

Quero compartilhar com vocês a resposta que eu enderecei a esse pertinente questionamento.

Vamos lá.

De fato, o nexo causal entre sintomas neuróticos e a repressão de certos desejos sexuais pode ser visto com mais clareza num contexto como o do início do século XX em que as pessoas eram INCENTIVADAS a viverem reprimidas.

No entanto, o que Freud descobriu vai muito além disso.

Ao se deparar com o fator sexual na origem das neuroses, o médico vienense foi levado a investigar como funciona a sexualidade humana de modo geral.

E o que Freud descobriu nessa pesquisa?

Ora, que a repressão dos impulsos sexuais não é um elemento contingente, que pode estar presente numa época ou cultura e não em outras.

Freud nos mostrou que, em alguma medida, a repressão é um processo absolutamente INEVITÁVEL e NECESSÁRIO.

Isso porque, como ele nos fez ver, a sexualidade humana é, por natureza, DESREGULADA.

— Como assim, Lucas?

Eu vou te dar um exemplo: se você não “ENSINAR” uma criancinha que ela não pode desejar sexualmente seus irmãos ou seus pais, ela não vai “aprender” isso sozinha.

Coloco as palavras “ensinar” e “aprender” entre aspas porque não se trata de um processo explícito e formal como acontece na educação escolar.

O fato é que a gente não nasce sabendo O QUE e COMO devemos desejar sexualmente.

Esse “saber” é produzido graças a um processo em que certos desejos são permitidos e outros são… isso mesmo, REPRIMIDOS pela sociedade.

Portanto, a teoria freudiana não está ultrapassada.

Afinal, embora vivamos numa cultura muito menos repressiva que a do início do século XX, ainda assim nossa sexualidade NECESSARIAMENTE passa por um processo de “modelagem” social.

E, nesse processo, vários problemas podem acontecer, o que faz de nós seres naturalmente predispostos à neurose…


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[Vídeo] Na Psicanálise, seu pedido NÃO é uma ordem

Muita gente imagina que o principal objetivo da terapia psicanalítica é promover mudanças no comportamento do paciente.

No entanto, diferentemente do que acontece em outras modalidades de psicoterapia, na Psicanálise nós não tomamos a demanda consciente e expressa pelo paciente de forma acrítica.


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Identificação projetiva: quando o terapeuta vivencia o que o paciente não dá conta de suportar

Fernanda, recém-formada em Psicologia, acaba de terminar mais uma sessão de terapia com Bruno, um engenheiro de 30 anos, que a moça atende há cerca de cinco meses.

Logo após fechar a porta do consultório, a jovem se afunda na confortável poltrona de onde escuta seus pacientes.

Além de extremamente cansada, a terapeuta se sente incompetente, insegura, incapaz…

Nem parece aquela psicóloga otimista e autoconfiante que ela costuma encontrar quase todos os dias quando se olha no espelho de manhã antes de ir para o consultório.

“O que será que está acontecendo?” — é a pergunta que a jovem se faz enquanto sofre com a desagradável sensação de baixa autoestima.

Lembrando-se de uma aula que teve na faculdade sobre o conceito de autocompaixão, Fernanda começa a tentar ser compreensiva consigo mesma e pensa:

“Talvez eu esteja me cobrando muito. Só tenho um ano de formada. Ainda estou aprendendo a clinicar. Preciso deixar de ser tão exigente comigo mesma.”

Não funciona.

Aproveitando que terá um intervalo de 2 horas até o próximo paciente, ela decide estudar para ver se consegue tirar os pensamentos negativos da cabeça.

Aluna da CONFRARIA ANALÍTICA, a jovem mergulha numa aula especial em que eu falo sobre o conceito de IDENTIFICAÇÃO PROJETIVA.

Enquanto assiste ao conteúdo, Fernanda vai se lembrando de como tem sido as últimas sessões com Bruno.

O engenheiro tem se apresentado cada vez mais arrogante e soberbo, passando boa parte do tempo falando sobre sua suposta inteligência acima da média e se queixando da incompetência dos colegas.

Articulando essa experiência clínica com o que está aprendendo na aula, a moça começa a pensar na hipótese de que, talvez, os sentimentos de insegurança e incapacidade que está vivenciando tenham sido, na verdade, projetados nela por Bruno.

Talvez, pensa Fernanda, eu esteja sendo induzida por esse paciente a viver a experiência emocional da qual ele se defende por meio da atitude de vanglória e ostentação.

Essa aula sobre IDENTIFICAÇÃO PROJETIVA, que foi capaz de iluminar o olhar clínico da jovem terapeuta, estará disponível ainda hoje para quem, como ela, é aluno da CONFRARIA ANALÍTICA.


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A gente faz Psicanálise para mapear as rotas por onde caminha nossa angústia…


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Você está fixado em uma atitude de espera?

No finalzinho da quarta de suas “Cinco Lições de Psicanálise”, Freud diz o seguinte:

“Podem descrever o tratamento psicanalítico, se quiserem, como simplesmente uma continuada educação que visa superar os resíduos infantis.” (tradução da editora Cia. das Letras).

Esses “resíduos infantis” aos quais o autor se referia naquele contexto são as fixações dos pacientes neuróticos a formas de prazer sexual pré-genitais.

No entanto, à luz de descobertas posteriores de outros autores da Psicanálise como Ferenczi e Winnicott, podemos ampliar o alcance dessa noção de “resíduos infantis”.

Com efeito, além do erotismo pré-genital, existem outros elementos próprios da infância que podem permanecer em nós na vida adulta produzindo adoecimento psíquico.

Um desses elementos é o que eu chamaria de ATITUDE DE ESPERA.

Como já disse em algumas aulas lá na CONFRARIA ANALÍTICA, a condição do bebê ao nascer é análoga à de um adulto que acaba de chegar em um país estrangeiro sem saber falar o idioma local.

Certamente, o processo de adaptação a esse novo contexto seria facilitado se esse adulto pudesse contar com pessoas que o acolhessem e lhe dessem suporte.

É exatamente isso o que o bebê, esse pequeno forasteiro, ESPERA de seus pais: acolhida, apoio, segurança etc.

Todavia, seus genitores podem não se comportar como bons anfitriões. Resultado: a criança fica de mãos abanando.

O problema é que o bebê não tem autonomia suficiente para se desligar dos pais e procurar outras pessoas que o recepcionem no mundo da maneira como precisa (e merece).

Assim, a criança se vê obrigada a nutrir a esperança de que um dia seja finalmente tratada com o cuidado necessário.

No entanto, essa expectativa amiúde não é satisfeita.

Consequência: com alguma dose de sorte, a criança cresce, se desenvolve, mas chega na vida adulta ainda carregando a esperança de ser acolhida, respeitada, compreendida.

O sujeito acabará, então, preso a vínculos insatisfatórios porque, fixado a essa ATITUDE DE ESPERA, não consegue se apropriar da autonomia que agora possui como adulto.

No Inconsciente, ele ainda continua sendo aquela pobre criança que ainda nutre a vã expectativa de ser bem acolhido pelos pais.


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