Doenças de fundo emocional: a mente pode causar problemas físicos?

A resposta é não.

Mas você está preparado para essa conversa?

Na visão do senso comum, doenças psicossomáticas, como úlcera gástrica, asma, psoríase, enxaqueca etc. são doenças físicas CAUSADAS por fatores psicológicos.

Contudo, veja: como algo de natureza psíquica, ou seja, imaterial, poderia interferir no funcionamento de uma realidade física?

Para quem está no campo da religião ou da metafísica, essa possibilidade não é problemática, mas, no âmbito científico, ela não pode ser sustentada de forma acrítica.

Uma saída para a questão pode ser considerar que todo conteúdo psicológico possui um fenômeno físico correspondente.

Nesse sentido, ao dizermos que, nas doenças de fundo emocional, os sintomas físicos seriam causados por fatores psíquicos, estaríamos apenas fazendo uso de uma figura de linguagem.

Na verdade, tais patologias teriam uma causa física mesmo: as alterações fisiológicas correspondentes a determinadas fatores psicológicos.

Essa explicação não está completamente incorreta, mas é reducionista: em última instância, ela supõe que o psíquico possa ser REDUZIDO a seus correspondentes físicos.

É esse tipo de raciocínio, por exemplo, que leva alguns profissionais a considerarem que é possível tratar transtornos MENTAIS apenas com medicamentos que modificam o funcionamento do cérebro.

Georg Groddeck (1866-1934), médico e psicanalista pioneiro na aplicação da Psicanálise no tratamento de doenças físicas, nos apresenta uma forma diferente de pensar as relações entre o corpo e a mente e o que está em jogo nas doenças psicossomáticas.

Para ele, o psíquico e o físico são dois lados de uma mesma moeda (o indivíduo), de modo que um não tem como ser reduzido ao outro e tampouco podem interagir entre si.

— Uai, Lucas, mas, se é assim, como se formaria uma doença psicossomática na visão desse autor?

É isso o que a gente vai estudar na AULA ESPECIAL AO VIVO de hoje lá na CONFRARIA ANALÍTICA a partir das 16h30.

Te vejo lá!


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[Vídeo] O que são os sonhos? Psicanalista explica

Sempre que abro a caixinha de perguntas no Instagram, aparecem várias questões sobre os significados dos sonhos e como interpretá-los.

Em 1900, Sigmund Freud publicou “A Interpretação dos Sonhos”, considerada por muitos como sua principal obra e que registra justamente sua descoberta de que os sonhos são, sim, dotados de significação e podem ser satisfatoriamente interpretados desde que se saiba de antemão que tipo de elementos estão em seus bastidores.


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“Pessoas narcisistas”? Afinal, o que é de fato o narcisismo?

Tá na moda falar de narcisismo.

Para verificar isso, basta você fazer uma pesquisa naquela famosa plataforma de vídeos sobre os termos “narcisismo” ou “narcisista”.

Você verá um monte de conteúdos que se propõem a ajudar a audiência a identificar os SUPOSTOS traços de uma pessoa SUPOSTAMENTE narcisista.

Por alguma razão, o senso comum passou a usar o termo narcisismo para etiquetar o conjunto de comportamentos típicos de certas pessoas (geralmente homens) que exercem um papel de dominância em relações abusiv4s.

Fala-se também bastante sobre as chamadas “mães narcisistas” — mulheres que supostamente controlam excessivamente seus filhos, os humilham, fazem chantagens emocionais etc.

Assim, o termo narcisismo infelizmente acabou adquirindo uma conotação pejorativa, como se fosse necessariamente sinônimo de abus0, controle e perversidade.

Ora, não é dessa forma que pensamos o narcisismo em Psicanálise.

Do ponto vista psicanalítico, todos nós (TODOS!) somos narcisistas, pois, para a Psicanálise, o narcisismo não é um “tipo de personalidade”, mas um aspecto da condição humana.

Todos nós temos uma relação de amor com o nosso próprio ego.

Na verdade, podemos dizer que ele — o ego —  é o primeiro “objeto” pelo qual nos apaixonamos.

— Como assim, Lucas?

Então… Hoje à noite, a partir das 20h, lá na CONFRARIA ANALÍTICA, a gente vai começar a estudar um texto do Freud em que ele explica isso tintim por tintim.

Trata-se do clássico artigo “Sobre o narcisismo: uma introdução”, de 1914.

Então, se você quer entender o que é o narcisismo DE VERDADE, fica aqui o meu convite para queesteja comigo nessa aula ao vivo hoje à noite.

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Analistas, não compreendam seus pacientes!

Sim, foi isso mesmo que você leu, caro leitor.

Essa é uma das principais recomendações clínicas feitas por Jacques Lacan para a prática da Psicanálise.

— Mas, como assim, Lucas? Eu sempre ouvi dizer que um terapeuta deve se esforçar para compreender o que está acontecendo com seu paciente.

Pois é… Mas será que a compreensão demanda, de fato, algum esforço?

Lacan nos mostra que não.

Do ponto de vista do autor, compreender, isto é, enxergar sentido naquilo que uma pessoa faz ou fala, é a coisa mais fácil do mundo.

Nós, humanos, somos mestres em estabelecer relações de causa e efeito e identificar padrões — por mais aleatórias que sejam as associações entre os eventos.

Ora, o surgimento da Astrologia, por exemplo, pode ser atribuído exatamente a essa compulsão humana por compreender.

Somente uma ânsia feroz por compreensão poderia ter nos levado à ideia de que o comportamento de uma pessoa é influenciado pela posição dos astros no momento do nascimento dela.

Tá vendo?

Nada mais fácil do que dizer: “isso aconteceu por causa daquilo”, “a pessoa agiu assim porque tal e tal coisa se passou com ela”.

Tem um exemplo que o Lacan dá no Seminário 03 (“As psicoses”) que é bastante ilustrativo de como a compreensão é tão fácil quanto enganosa.

Ele diz que se a gente vê uma criança recebendo um tapa e, logo depois, chorando, nossa tendência (baseada em nossa compulsão por compreender) é pensar que a criança está chorando porque apanhou, né?

Pois bem, olha o que o Lacan diz:

“Quando se recebe um tapa, há certamente muitas outras maneiras de responder a isso do que chorando, pode-se revidá-lo, e também dar a outra face, pode-se também dizer — Bata, mas escute.”

Sacou? A ânsia apressada de compreensão nos leva a pensar que as coisas são óbvias, evidentes, naturais…

Ora, tratar as queixas que o paciente traz como fenômenos super compreensíveis e naturais, sem problematizá-las, sem levar o sujeito a questioná-las, é justamente o que NÃO se deve fazer na Psicanálise.

Se você quiser saber mais sobre essa crítica lacaniana ao uso clínico da compreensão, é só estar presente na nossa AULA ESPECIAL AO VIVO de hoje, na CONFRARIA ANALÍTICA, a partir das 16h30.

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Você já tem desconfiômetro para detectar as indiretas do Inconsciente?


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[Vídeo] “NÃO CONSIGO ME PERDOAR”: psicanalista explica de onde vem a culpa crônica

Neste vídeo: entenda como os ataques do superego e a repressão da agressividade estão na gênese da dificuldade que algumas pessoas possuem de se perdoarem.


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Tá na ponta da língua, mas não consigo lembrar de jeito nenhum: Freud explica

Em setembro de 1898, Freud estava passando suas férias de verão na cidade de Ragusa, na costa do Mar Adriático, e resolveu pegar um trem para uma cidadezinha próxima.

Durante o trajeto, Freud ficou batendo papo com um advogado alemão que estava ao seu lado no vagão.

Como o lugar para onde estavam indo ficava na Herzegovina, os dois senhores ficaram conversando sobre as características do povo turco que vivia naquela região.

Freud compartilhou com o companheiro de viagem uma curiosidade que lhe fora contada por um colega que havia trabalhado por muitos anos naquele território.

Segundo esse médico, diante da morte, os turcos não se desesperam, mas adotam uma postura de estoica resignação.

O colega de Freud também havia lhe contado outra coisa interessante: que o povo turco dá muito valor aos prazeres sexuais…

No entanto, nosso herói preferiu não compartilhar essa informação com o advogado por considerá-la meio inadequada para uma conversa com um estranho.

Papo vai, papo vem, os dois senhores mudaram de assunto e começaram a falar sobre a Itália e a beleza de suas pinturas.

Freud, então, se lembrou do dia em que esteve na Catedral de Orvieto, um magnífico templo construído entre os séculos XIII e XIV, em cujo interior encontram-se várias pinturas de grandes artistas italianos.

Empolgado, o médico recomendou enfaticamente ao advogado que visitasse a igreja, sobretudo para apreciar os afrescos do fim do mundo, pintados por… por…

Freud simplesmente não conseguia se lembrar do nome do bendito artista cujas obras visualizava na memória com extrema nitidez.

O pintor em questão era Luca SIGNORELLI (como lhe disseram alguns dias depois), mas os únicos nomes que vinham à mente de Freud durante a conversa com o advogado eram os de BOTTICELLI e BOLTRAFFIO.

Por que nosso herói só conseguia se lembrar desses outros dois artistas?

Como ele pôde esquecer durante DIAS do nome de um pintor que tanto estimava?

O que essa história toda ensinou a Freud sobre o Inconsciente e o funcionamento da memória?

Essas são algumas das perguntas que responderemos na AULA ESPECIAL AO VIVO de hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, a partir das 16h30.

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“Onde era Isso, há de ser Eu.” (Sigmund Freud, 1933)


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[Vídeo] Na prática: entenda como funciona a Psicanálise

Neste vídeo: entenda como uma terapia psicanalítica acontece na prática (quais são seus objetivos, o que o paciente precisa fazer, como o terapeuta atua, dentre outros aspectos).


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O dia em que uma paciente saiu da terapia para se vingar de um embuste

Em outubro de 1900, Sigmund Freud foi procurado por um ex-paciente para que atendesse sua filha, uma jovem de 18 anos.

A moça, a quem Freud atribuiu o pseudônimo de DORA, andava meio deprimida, sem apetite, tendo desmaios, convulsões, dentre outros sintomas histéricos.

Ao longo do processo terapêutico, que durou apenas cerca de 3 meses, o médico pôde perceber que a paciente havia adoecido em resposta ao seu envolvimento numa teia de relações amorosas que envolviam ela própria, seu pai, uma vizinha (Sra. K) e o marido dessa vizinha (Sr. K).

Com efeito, o genitor e a Sra. K mantinham um caso extraconjugal ao mesmo tempo em que Dora era alvo de assédio por parte do Sr. K.

No tratamento, ficou claro para Freud que a jovem havia sido apaixonada pelo vizinho.

Os pormenores da história vão se revelando à medida que o processo terapêutico progride, sobretudo em função da análise de dois sonhos de Dora.

Todavia, no dia 31 de dezembro daquele ano, para surpresa do médico, a paciente decide simplesmente abandonar o tratamento.

É na tentativa de compreender as motivações desse movimento de Dora que Freud evoca, pela primeira vez, a ideia de “atuação” — que os analistas de língua inglesa traduziram como “acting-out”.

Para Freud, ao sair da terapia, a moça estaria colocando EM ATO o seu desejo de vingança em relação ao Sr. K, o qual, do seu ponto de vista, não queria nada sério com ela.

Ou seja, ao invés de se LEMBRAR e FALAR sobre o ressentimento que nutria em relação ao vizinho por ter se sentido enganada por ele, Dora efetivamente REALIZOU sua vingança transferindo a figura do Sr. K para Freud.

Trata-se de uma transferência em estado “selvagem”, como diz Lacan, já que não foi objeto de interpretação em análise.

Com efeito, Freud só se deu conta que a paciente estava fazendo com ele o que queria ter feito com o Sr. K algum tempo depois que ela foi embora.

ATOS como o de Dora, que expressam simbolicamente conteúdos inconscientes, acontecem com muita frequência tanto dentro quanto fora do contexto terapêutico.

E é justamente sobre eles que falaremos na AULA ESPECIAL AO VIVO de hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, a partir das 16h30.

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A gente faz Psicanálise para decifrar as nossas próprias mensagens enviadas ao Outro.


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Quando o analista deve pedir ao paciente para se deitar no divã?

Quero abordar essa questão no texto de hoje, mas antes preciso esclarecer um ponto muito importante acerca do próprio uso do divã na terapia psicanalítica.

Não, essa peça de mobiliário NÃO é um item indispensável para a prática da Psicanálise.

Freud usava o divã basicamente porque considerava muito cansativo ficar olhando para diferentes pessoas ao longo de um dia inteiro de trabalho.

Por outro lado, o próprio pai da Psicanálise e a comunidade analítica de forma geral foram se dando conta de que esse móvel realmente FACILITA o trabalho terapêutico.

Com efeito, dá mais liberdade ao paciente para fazer a associação livre e também ajuda o analista a exercer a atenção flutuante ao que é dito pelo analisando.

Todavia, favorecer não significa POSSIBILITAR.

Como eu disse, o divã facilita o trabalho analítico, mas é totalmente possível desenvolver esse trabalho sem ele.

Se não fosse assim, a prática da Psicanálise no serviço público ou na modalidade online seria inviável.

Feitas essas considerações preliminares, vamos à questão: se o analista trabalha com o divã, quando deve convidar o paciente para se deitar nele?

Na minha opinião, isso deve acontecer só depois que o terapeuta é introjetado pelo paciente, ou seja, quando se torna um objeto interno no psiquismo do analisando.

Na prática, isso corresponde ao momento em que o paciente passa a se relacionar com o analista não mais como um simples profissional com quem ele conversa toda semana, mas essencialmente como um DESTINATÁRIO.

Sim, um destinatário: alguém a quem ele endereça suas fantasias, seus anseios, suas queixas — elementos que outrora foram dirigidos a papai e mamãe.

Esse processo está em franco funcionamento quando, por exemplo, o analisando tem sonhos com o terapeuta ou pensa nele quando acontecem determinadas coisas ao longo da semana…

Enfim, trata-se do momento em que a figura do analista começa a FAZER PARTE dos pensamentos do paciente fora das sessões.

Nessa situação, pedir ao analisando para se deitar no divã, ou seja, retirar do campo de visão dele a imagem real do analista, funciona como uma estratégia para reforçar a relação do paciente com o terapeuta enquanto objeto interno.


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[Vídeo] Aproprie-se da sua história

Na Psicanálise, ajudamos o paciente a olhar para o próprio passado e dizer: “Isso sou eu, essa é a minha história. Apesar de não ter escrito todas as páginas, permaneço sendo o único autor dessa obra irrepetível que é a minha existência”.


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O que significa responsabilidade afetiva?

Muitas vezes o outro nos pede determinadas coisas que não podemos oferecer ou nutre expectativas que não somos capazes de atender.

Há também aquelas situações em que a demanda que a pessoa nos faz é autodestrutiva e atendê-la significaria contribuir para o seu mal.

Em todos esses casos, o outro se encontra numa condição de vulnerabilidade que deve ser levada em consideração na interpretação de suas expectativas e pedidos.

Quando isso não acontece, ou seja, quando não reconhecemos quando a pessoa está vulnerável, podemos nos satisfazer às custas de sua fragilidade.

É o que acontece, por exemplo, quando um rapaz que não quer mais retomar o relacionamento com a ex-namorada decide passar uma noite com ela só porque a moça pediu insistentemente por isso.

Ora, ele sabe que ela o está chamando na esperança de que possam voltar — coisa que já tem certeza de que não acontecerá.

Nesse sentido, ao aceitar sair com a ex, esse rapaz está apenas explorando a vulnerabilidade dela em benefício próprio.

Em outras palavras, ele não está tendo RESPONSABILIDADE AFETIVA.

Hoje, a partir das 20h, na AULA AO VIVO 73 da CONFRARIA ANALÍTICA, falaremos sobre a responsabilidade afetiva à luz das descobertas que Sándor Ferenczi fez ao tratar sujeitos que sofreram traumas quando crianças.

O psicanalista húngaro observou que tais pacientes não tiveram sua condição infantil de vulnerabilidade respeitada pelos adultos e, por conta disso, foram vítimas de 4abus0.

Estamos estudando as consequências psíquicas dessa FALTA DE RESPONSABILIDADE AFETIVA por parte dos adultos na relação com a criança.

Para participar da aula, é preciso estar na CONFRARIA.

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De onde vem o termo “borderline”?

No final da década de 1930, Adolf Stern, um psicanalista húngaro radicado nos EUA, começou a observar em sua clínica a chegada cada vez mais frequente de um tipo muito peculiar de pacientes.

Tratava-se de pessoas com quem o método psicanalítico tradicional parecia não funcionar.

Ao contrário dos sujeitos obsessivos, histéricos e fóbicos com quem Stern estava acostumado a lidar, esse grupo diferente de pacientes trazia uma história infantil marcada invariavelmente por contextos familiares extremamente disfuncionais.

Outro ponto que chamou bastante a atenção de Stern foi a fragilidade narcísica desses pacientes.

Enquanto no tratamento da neurose, o amor pelo próprio ego se apresenta como um obstáculo para o alcance dos objetivos terapêuticos, naqueles pacientes “peculiares” parecia haver uma FALTA de narcisismo.

Tinha-se a impressão de que tais pessoas eram extremamente carentes de afeto e validação.

Com efeito, se tornavam extremamente dependentes do analista na relação transferencial — não de forma erótica e sedutora, como acontece na histeria, mas como se fossem crianças que anseiam pela aprovação dos pais.

Definitivamente não era possível para Stern encaixar essa categoria de pacientes exatamente no campo das neuroses clássicas.

Por outro lado, apesar de terem uma tendência marcante para a projeção, eles não apresentavam todas as características típicas de casos de psicose.

Qual seria, então, o tipo de adoecimento do qual padeceriam essas pessoas, já que elas não estariam nem totalmente na neurose e nem na psicose?

Stern entendeu que tais pacientes estariam justamente na FRONTEIRA (border) entre esses dois campos.

Eles estariam numa proximidade muito grande com a psicose, mas ainda manteriam um nível mínimo de integração e vínculo com a realidade que os manteria no campo da neurose.

Num artigo de 1938, em que expõe essas constatações, Stern nomeia esses pacientes como neuróticos BORDERLINE (fronteiriços).

É a primeira vez que o termo aparece na literatura psicopatológica.

Hoje, a partir das 16h30, eu vou ministrar uma AULA ESPECIAL AO VIVO para quem está na Confraria Analítica comentando o artigo de Stern.

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