[Vídeo] Mulheres que amam à moda masculina

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.

Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.

Te vejo lá!


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[Vídeo] Todo homem é meio gado?

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[Vídeo] Os pais são nossos modelos de escolha amorosa

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[Vídeo] O hipocondríaco é um ensimesmado

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[Vídeo] Ansiedade realística e neurótica

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[Vídeo] Ao adoecermos, ficamos mais narcísicos

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[Vídeo] A raiz da dificuldade de dizer não

Na maioria das vezes, a dificuldade de dizer “não” é a expressão de uma FRAGILIDADE NARCÍSICA: a pessoa não se sente suficientemente bem consigo mesma para correr o risco de ser malvista por quem lhe demanda.


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[Vídeo] Autoestima variável e autoestima basal

Autoestima é basicamente a opinião que você tem a respeito de si mesmo. Essa opinião tem um componente variável e um componente relativamente estável. Assista ao vídeo e entenda.


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Você sabe como surgiu o termo “narcisismo”?

Em 1888, o psicólogo Alfred Binet, mais conhecido por seus estudos sobre a inteligência das crianças, escreveu um artigo chamado “O fetichismo no amor”.

Nele, Binet relata o curioso caso de pessoas que só conseguem se excitar sexu4lmente na presença de objetos que estão relacionados a elas mesmas.

Imagine, por exemplo, um indivíduo que não sente t3são a menos que certa peça de roupa sua esteja presente no ambiente.

Não tendo ainda um nome específico a dar a esse tipo de fetiche, Binet apenas associou-o à clássica história de Narciso, figura da mitologia grega que se apaixona pela própria imagem.

Dez anos depois, Havelock Ellis, pioneiro dos estudos sobre a sexualidade humana, descreveu um modo atípico de vivência sexual em que o sujeito só consegue chegar ao org4smo se vendo no espelho ou tocando partes do seu próprio corpo.

Novamente, a referência ao mito grego foi inevitável. Ellis dizia que tais pessoas tinham uma “tendência a ser como Narciso”.

Paul Näcke, em 1899, foi o primeiro pesquisador a chamar de NARCISISMO esse tipo de comportamento sexu4l em que a excitação do sujeito está condicionada à imagem de si ou a coisas que remetam a si mesmo.

Portanto, o termo “narcisismo” não surgiu na Psicanálise, mas na Psiquiatria.

Todavia, foi Freud o responsável por ampliar o alcance da noção de narcisismo, passando a utilizá-la não mais para designar apenas um tipo de fetiche, mas um aspecto ESTRUTURAL da condição humana.

É sobre isso que falaremos na AULA AO VIVO de hoje, na CONFRARIA ANALÍTICA, a partir das 20h.

Te vejo lá!


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“Pessoas narcisistas”? Afinal, o que é de fato o narcisismo?

Tá na moda falar de narcisismo.

Para verificar isso, basta você fazer uma pesquisa naquela famosa plataforma de vídeos sobre os termos “narcisismo” ou “narcisista”.

Você verá um monte de conteúdos que se propõem a ajudar a audiência a identificar os SUPOSTOS traços de uma pessoa SUPOSTAMENTE narcisista.

Por alguma razão, o senso comum passou a usar o termo narcisismo para etiquetar o conjunto de comportamentos típicos de certas pessoas (geralmente homens) que exercem um papel de dominância em relações abusiv4s.

Fala-se também bastante sobre as chamadas “mães narcisistas” — mulheres que supostamente controlam excessivamente seus filhos, os humilham, fazem chantagens emocionais etc.

Assim, o termo narcisismo infelizmente acabou adquirindo uma conotação pejorativa, como se fosse necessariamente sinônimo de abus0, controle e perversidade.

Ora, não é dessa forma que pensamos o narcisismo em Psicanálise.

Do ponto vista psicanalítico, todos nós (TODOS!) somos narcisistas, pois, para a Psicanálise, o narcisismo não é um “tipo de personalidade”, mas um aspecto da condição humana.

Todos nós temos uma relação de amor com o nosso próprio ego.

Na verdade, podemos dizer que ele — o ego —  é o primeiro “objeto” pelo qual nos apaixonamos.

— Como assim, Lucas?

Então… Hoje à noite, a partir das 20h, lá na CONFRARIA ANALÍTICA, a gente vai começar a estudar um texto do Freud em que ele explica isso tintim por tintim.

Trata-se do clássico artigo “Sobre o narcisismo: uma introdução”, de 1914.

Então, se você quer entender o que é o narcisismo DE VERDADE, fica aqui o meu convite para queesteja comigo nessa aula ao vivo hoje à noite.

Te vejo lá!


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[Vídeo] As redes sociais e o gozo com o olhar do outro

Pouco a pouco fomos nos acostumando a substituir o desejo de tirar fotos e fazer vídeos para “guardar de recordação” pela vontade de “postar para repercussão”.

O valor da experiência dá lugar ao gozo com a IMAGEM que essa experiência terá aos olhos do outro.


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Os dois componentes da autoestima

Autoestima é basicamente a opinião que você tem a respeito de si mesmo.

Essa opinião tem um componente VARIÁVEL e um componente RELATIVAMENTE ESTÁVEL.

O componente variável diz respeito às flutuações da autoestima em função daquilo que objetivamente fazemos e dos feedbacks que recebemos.

Nesse sentido, é bastante provável que sua autoestima fique alta se você for aprovado no concurso que tanto deseja ou fique baixa se seu desempenho for insuficiente para o alcance desse objetivo.

Da mesma forma, variações de sua autoestima podem acontecer quando você é elogiado ou depreciado por alguém cuja opinião lhe é valiosa.

Como você percebe, essa dimensão VARIÁVEL da autoestima depende muito de coisas externas ao Eu: desempenhos, resultados, conquistas, elogios etc.

Já o componente RELATIVAMENTE ESTÁVEL não é afetado por aquilo que está acontecendo conosco no presente.

Como o próprio nome já insinua, trata-se de um aspecto da nossa opinião sobre nós mesmos que quase não varia.

Isso significa que uma pessoa cuja autoestima é baixa nessa dimensão tenderá quase sempre a se avaliar de maneira depreciativa e desfavorável, mesmo recebendo frequentemente elogios e reconhecimentos.

Ao ser aprovada, por exemplo, num concurso, ela se sentirá bem, olhará com bons olhos para si mesma, mas, como tais reações estão situadas apenas no componente variável da autoestima, logo logo esse sujeito voltará a se ver de modo pejorativo.

Por outro lado, uma pessoa, por exemplo, cuja autoestima seja elevada na dimensão relativamente estável não demorará para voltar a se olhar positivamente após receber um feedback depreciativo.

Enquanto o componente VARIÁVEL é dependente das situações que vivenciamos no PRESENTE, o fator ESTÁVEL se constitui em face do que aconteceu conosco no PASSADO.

É com base nas vicissitudes das relações infantis com nossos pais que forjamos a avaliação básica que fazemos de nós mesmos.

Nesse sentido, crianças que foram consistentemente afirmadas, reconhecidas e valorizadas por seus pais tendem a formar uma opinião bastante favorável sobre si mesmas, que sobrevive às eventuais feridas narcísicas que venham a sofrer quando adultas.

Você gostaria que eu voltasse a falar sobre esse assunto em outro momento?


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A Psicanálise explica a paixão?

Não é por acaso que esta sexta-feira é chamada “Sexta-feira da Paixão”.

Com efeito, uma das traduções de PATHOS, a palavrinha grega da qual se origina o termo paixão, é SOFRIMENTO e a cristandade rememora hoje justamente a dor implicada no sacrifício redentor do Messias.

Paixão, portanto, pode ser sinônimo de padecimento, martírio, aflição…

Qualquer pessoa que já se apaixonou na vida — e não teve seu amor correspondido — sabe muito bem disso.

Por outro lado, quem teve a sorte de contar com o desejo recíproco do objeto amado pode atestar a alegria indizível que emerge, feito torrente, de um coração apaixonado — incontrolável, avassaladora, deliciosamente angustiante.

Será que podemos traduzir essa avalanche emocional que está em jogo na paixão em termos metapsicológicos?

Em outras palavras, será que a Psicanálise pode explicar a paixão?

Essa pergunta é pertinente porque, quando estamos apaixonados, nosso psiquismo sofre alterações profundas que beiram os limites da loucura.

Por exemplo: a gente passa a enxergar a pessoa que amamos como perfeita, sem mácula, indefectível (com ou sem o vestidinho preto de Chico Amaral e Samuel Rosa).

A coisa é tão maluca que, em certos casos, a gente é capaz até de cometer crimes se isso for do agrado do objeto que agora manda e desmanda em nosso coração.

Só quem nunca se apaixonou pode colocar isso em dúvida.

De fato, no início dos anos 2000, um rapaz foi capaz de, juntamente com seu irmão, esp4nc4r os pais de sua namorada até a m0rt3 atendendo a um pedido dela…

Quem soube muito bem capturar esse estado de semiloucura gerado pela paixão foi a escritora portuguesa Florbela Espanca, no poema “Fanatismo”, brilhantemente musicado por Fagner.

Nos últimos versos ela diz, dirigindo-se ao objeto amado:

“Ah! podem voar mundos, morrer astros,

Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

Mas, e então, será que a Psicanálise explica esse desvario do apaixonamento?

A resposta é… Sim! E quem está na Confraria Analítica receberá ainda hoje uma aula especial justamente sobre esse tema.

Te vejo lá!


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Você é um mascarado?

Nos anos 1990 a gente costumava chamar certos jogadores de futebol de “mascarados”.

Romário, por exemplo, foi um dos que receberam esse epíteto.

Mascarado era o sujeito que exibia certa postura de arrogância e superioridade, meio que exigindo ser tratado de modo especial em função de seus atributos peculiares.

O termo provavelmente tem origem na ideia de que o indivíduo mascarado se deixa engolir pelo personagem que criou para si mesmo.

Na clínica psicanalítica também nos deparamos frequentemente com mascarados, mas não nesse sentido dos anos 1990.

Os mascarados que procuram ajuda terapêutica nem sempre são arrogantes e convencidos.

Pelo contrário: muitas vezes se autodepreciam e não conseguem se ver com bons olhos.

E isso acontece justamente porque, quando se olham no espelho da alma, não enxergam a si mesmos, mas a máscara, o personagem que criaram ainda na infância.

Os jogadores mascarados dos anos 1990 (que hoje em dia a gente chamaria de “marrentos”) talvez fossem levados a forjar uma máscara de superioridade para se protegerem um pouco do caráter invasivo do assédio do público e da imprensa.

É também como defesa que os “mascarados” que se deitam em nossos divãs criaram os personagens com os quais se confundem.

Vítimas de uma infância marcada por rejeição, negligência ou violência, são pessoas que tiveram que ocultar o próprio ser para se converterem naquilo que PRECISAVAM SER para sobreviverem psicologicamente (e, às vezes, fisicamente) num ambiente caótico e abusivo.

O problema é que, com o passar do tempo, o sujeito perde a noção de que ele não é o personagem que se viu obrigado a criar e se confunde com a máscara.

É por isso que a análise, para tais pessoas, é um processo extremamente doloroso.

Afinal, durante a terapia, elas precisarão fazer uma espécie de cirurgia de remoção da personagem.

Mas como a máscara está fortemente afixada, o sujeito tem a sensação de que está perdendo o rosto.

De fato, ele não sabe como é SER sem FINGIR SER.


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Você tem trocado sua liberdade pelo conforto?

Outro dia eu estava atendendo uma pessoa que me dizia, dentre outras coisas, que “não conseguia dizer ‘não’”.

Segundo ela, recusar-se a atender um pedido lhe fazia se sentir mal por imaginar que isso traria duas consequências indesejáveis: o demandante ficaria chateado e ela seria vista negativamente por ele.

Assim, para evitar esses possíveis efeitos incômodos, ela preferia aceitar tudo o que lhe solicitassem.

Em outras palavras, ela troca a LIBERDADE de poder dizer “não” pelo CONFORTO de saber que não está chateando o outro nem sendo vista por ele como egoísta ou algo do tipo.

Liberdade e conforto são duas experiências que frequentemente são incompatíveis: muitas vezes ou você tem uma ou tem a outra.

É maravilhoso quando temos a sorte de podermos ser livres sem precisar passar pelo desconforto de bater de frente com o mundo, mas amiúde isso não é possível.

Não raro, a liberdade precisa ser conquistada mediante confronto, conflito, luta e, portanto, o sacrifício do conforto.

Pense, por exemplo, numa população que vive sob um governo ditatorial.

Se esse povo quiser gozar de liberdade, ele precisará inevitavelmente se indispor com as autoridades, renunciando ao (pseudo)conforto que só existe enquanto as pessoas se mantêm obedientes à tirania.

Da mesma forma, um jovem adulto que deseja gozar da liberdade de poder trazer para sua casa quem desejar terá obviamente que abrir mão do conforto de viver na casa dos pais.

Geralmente, quem tem dificuldade para fazer essa renúncia, seja por medo ou pela inércia do gozo, fica esperando que o mundo mude para que não precise abrir mão do conforto.

Tais pessoas comportam-se exatamente como uma população que bovinamente aceita os desmandos de um governo autoritário esperando que algum “salvador da pátria” a liberte.

Você é assim?

Valoriza tanto o conforto e a paz (sem voz) que topa jogar sua liberdade no lixo para não precisar entrar em conflito com ninguém?


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