Aforismos – I

A essência de uma cultura se revela em sua língua. Assim, não é de se espantar que numa sociedade cujo idioma encerra numa mesma palavra as dimensões do ser e do estar, o questionamento do ser tenha sido posto no nível da conduta. Ou dito de outro modo, que o plano do ser tenha sido resumido às vicissitudes do estar. É por essas e outras razões que Kant e Heidegger eram alemães e William James e Skinner americanos.

Autor: Lucas Nápoli

Lucas Nápoli é psicólogo, psicanalista e professor. Possui os títulos de Doutor em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor do livro "A Doença como Manifestação da Vida".

3 comentários em “Aforismos – I”

  1. Mas ai tem um problema, eh q em alemao, o ser e o estar tbm estao no mesmo verbo: sein. Ich bin, du bist, er ist, wir sind, etc… o mesmo em frances, italiano… na verdade, a separaçao radical entre o ser e o estar nao eh exclusivo do portugues, mas eh tipico dele…. Acontece que tanto em alemao, quando em frances quanto em italiano, por exemplo, tem tbm o “estar”… Por exemplo, em italiano, eu posso dizer “estou feliz” de duas formas: sono felice, ou sto felice… o “sono felice”, evidentemente, quer dizer tbm “sou feliz”… de certa forma, ha nessas linguas um espaço onde o ser o estar se confundem… Ja em ingles, ai sim… ai nao tem diferença, to be é ser e estar, e nao tem nada soh pra “estar”…..

  2. Valeu pelo complemento! Acabou que meu gol foi meio de bico! rsrs

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