O que é transferência? (parte 1)

535px-tiziano_-_sc3adsifoCreio que todos vocês já devem ter ouvido falar numa coisa chamada “clichê”. Se não, é só se lembrar daquelas frases batidas que costumam ser colocadas em todas as novelas ou daquele tipo de cena que todo filme de super-herói deve ter. Isto é, a frase ou a cena clichês são colocados quando falta criatividade ao autor. Ele então recorre a uma fórmula que já deu certo para não correr o risco de inventar algo novo e se dar mal.

Pois bem, meus nobres colegas, assim também acontece na nossa vida diária. A gente é cheio de repetições! É só pensar aí nos seus relacionamentos amorosos. Geralmente a gente se comporta do mesmo jeito em todos, o que varia é só o parceiro ou a parceira. É como se a gente não soubesse agir diferente, algo parecido com o aprendizado de andar de bicicleta. A gente pode ficar anos sem andar em uma, mas nunca esquecemos do jeito de andar.

E o interessante é que isso não se restringe à vida amorosa. Cada pessoa parece que tem um modo padronizado de se conduzir na vida em geral, seja na relação com os amigos, com a família, com os colegas de faculdade. A gente pode até catalogar uns tipos clássicos: os dependentes, os sedutores, os paranóicos, etc. Alguns psicólogos até cunharam um nome para esse tipos: é o que se chama de personalidade.

Creio que você pode estar pensando: “Sim, mas o que tem de mais nisso? É óbvio que cada pessoa tem um jeito próprio de viver. Cada pessoa é diferente da outra”. Concordo, mas o aspecto que quero ressaltar é exatamente o fato desse jeito de viver ser padronizado, estereotipado a tal ponto que o sujeito não consegue modificar. E então, dependendo das experiências que ele tiver, esse modo estereotipado de viver pode acabar incomodando-o, trazendo-lhe desprazer. E então, com vistas a resolver o problema, ele pode tomar a sábia decisão de procurar um psicanalista.

Mas vejam só vocês: o sujeito marca a primeira consulta, começa a freqüentar uma vez por semana o consultório desse ser estranho que aceitou ouvir suas lamúrias e, pasmem, em lugar de resolver o problema, o sujeito começa a repetir com o psicanalista o mesmo jeito doentio e estereotipado de viver…

 

CONTINUA… 

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7 comentários sobre “O que é transferência? (parte 1)

  1. Ai Lucas, gostei. Não é a toa que o “inferno” é a repetição e quem sabe repetindo com o analista um dia deixemos de repetir. Pelo ao menos com aquele analista, rsrsrs. Bjs

  2. Humm… Acho que o autor de “O que é tranferencia?” se conteve ao tentar criar outro exemplo que nao fosse o tão usado ‘aprender a andar de bicicleta’, ou será que foi falta de criatividade? rsrsrsr
    Lucas, voce sabe que é brincadeira. Adoro seus textos…

  3. Nossa! entrei aqui para comentar, mas depois da profundidade do comentário acima, prefiro ficar com o silêncio, precioso silêncio.

    PS: Quem é “o” analista, aguarde o texto em uma possível postagem de endereço do meu sítio, que aliás, como este aqui, só tem como intiuto me promever, mas voltado. O “tal” analista é basicamente um gajo que te tratara mal, julgara todas questões de sua vida com a simplicidade de escolher 3 universos para você ou mistura-lo e criar um, o mesmo fara de você referencia ou piada com outro analista ou pior,com um estudante de psicologia, ficará rico graças ao seu ingresso no mundo religoso da psicanalise e provavelmente vai mamar do seu bolso sua vida inteira, alegando que não chegouo fom da analise, que é a hora em que ele (o analista) ou enjoa de você, ou se muda de local, ou vira um cara indoneo ou arruma uma cliente mais rica para teu horário…
    Tem as excenções, eles… elsnão são mais analistas, pararamd e brincar com as “almas!”.

  4. Particularmente não sou chegada a análise, mas existem profissionais bons e confiáveis…e também uns outros tantos inutéis…mas assim é a vida…fazemos parte de uma seleção.

  5. Oi Lucas.

    Parabéns pelo Blog. Sabe de uma coisa? Amei a maneira como você escreve sobre os conceitos psicanaliticos. Muito bom!!
    Sou estudante de Psicologia do 7sem. estou estudando a teoria lacaniana, penso que vou ficar “tantan” (louca) a qualquer momento. Mas lendo o seu material pensei: Porque não pedi ajuda a essa pessoa que me fez compreender coisas que outros complicam tanto? Pois bem, preciso falar sobre metafora paterna, desejo materno e alienação ou signo. Aliás quer saber? A grande pergunta é Como entender Lacan sem “surtar” ? rsrsrs rsrsr rsrsr
    Você pode me ajudar?
    Ah, espero que você não seja uma pessoa muito ocupada!!!
    Abraços, Clara,

  6. Olá Maria Clara! Muito obrigado pelos elogios! Infelizmente, tenho que lhe dizer: sou de fato uma pessoa ocupada pois atualmente estou cursando mestrado em Saúde Coletiva, o que tem ocupado a maior parte do meu tempo. É só observar que já tem algumas semanas que não atualizo o blog. No entanto, gostaria muito de te ajudar. Não sei se ainda dá tempo, mas de qualquer forma, vou elaborar um post sob sua sugestão sobre metáfora paterna, desejo materno e alienação.

    Grande abraço e continue visitando o blog!

  7. Pingback: A essência da psicanálise | Lucas Nápoli

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