Psicossomática e Psicanálise VII: Georg Groddeck

Muito provavelmente, Georg Groddeck é o autor menos conhecido dentre os sete que apresentamos nesta série. Pudera. A psicanálise e a medicina voluntariamente negligenciaram a obra do autor. A primeira por considerar suas teses um tanto extravagantes mesmo para um campo que em si mesmo já se constitui como extravagante face à tradição psicológica. A segunda por não poder incluir uma concepção de doença como a proposta por Groddeck dentro de um modelo teórico para o qual as enfermidades não possuem nenhuma significação, sendo vistas como meros fenômenos corporais. Nesse sentido, os enunciados groddeckianos foram considerados anátemas pelos dois campos profissionais nos quais o autor se inseriu. Isso não significa que tal juízo rigoroso fosse acertado, embora seja justificável.

Mesmo não tendo o reconhecimento devido de suas teses por seus pares, Groddeck não se calou. Escreveu numerosos artigos para sua própria revista, chamada Die Arche, a qual circulava dentro de seu sanatório na cidade alemã de Baden-Baden, de modo que todos os seus pacientes tinham acesso aos textos. Aliás, Groddeck considerava a leitura da teoria na qual baseava sua ação clínica como um ato terapêutico. Por conta disso, proferiu uma série de conferências psicanalíticas para seus doentes, que depois vieram a ser publicadas em livro. Mas estou me adiantando indevidamente. Vejamos primeiramente quem foi Georg Groddeck; como esse autor se inseriu na psicanálise e quais as suas propostas inovadoras relacionadas com o problema da psicossomática.

A descoberta da psicanálise – sem Freud

Georg Walther Groddeck nasceu na cidade alemã de Bad Kösen em 1866, ou seja, dez anos depois de Freud. Tornou-se médico por influência do pai que também o era e na faculdade de medicina foi fortemente impactado pela figura de Ernst Schweninger, importante médico da época que propunha a tese de que o verdadeiro agente da cura num tratamento médico não é o profissional de saúde, mas sim o próprio organismo do doente. O médico seria apenas um facilitador, um catalisador das tendências de autocura inerentes ao próprio organismo. Groddeck guardou essa idéia como uma das bases de seu pensamento e de sua prática clínica e chegou a escrever um livro cujo título era precisamente o ditado latino que Schweninger utilizava para expressar sua tese: “Natura sanat medicus curat” (“A natureza cura, o médico trata”).

Nessa obra, que ficou conhecida pela junção das sílabas iniciais do aforismo: “Nasamecu”, Groddeck aborda a constituição física das pessoas doentes e sadias e, ao falar disso, o autor faz duras críticas à psicanálise, mesmo conhecendo o método freudiano apenas por ouvir falar. De fato, naquele momento Groddeck ainda não havia lido nenhum texto de Freud. Por que, então, fora feita a crítica, se Groddeck não possuía um conhecimento suficiente para julgar a validade do procedimento analítico?

A resposta, Groddeck a fornece na primeira carta que envia a Freud, em 27 de maio de 1917: tratava-se de uma reação a um sentimento de inveja que Groddeck passou a nutrir em relação a Freud desde o momento em que começara a ouvir falar das descobertas que o médico de Viena havia feito. Com efeito, em 1912, quando “Nasamecu” foi publicado, os achados de Freud já eram conhecidos na Europa. Sabia-se que através do tratamento das neuroses, Freud chegara à conclusão da existência da sexualidade infantil, do impacto da linguagem e dos símbolos na vida subjetiva bem como dos fenômenos de transferência e resistência.

A grande ironia do destino é que mesmo sem ter lido uma vírgula de Freud, sem nunca ter ouvido falar em psicanálise e tratando de pacientes com doenças orgânicas e não neuroses, Groddeck havia chegado às mesmas conclusões de Freud! Nesse sentido, desde o momento em que passou a se dar conta de todos esses fenômenos, nasce em Groddeck um sentimento de pioneirismo que é aviltado quando ouve falar que Freud, em Viena, já havia descoberto as mesmas coisas e, pior, já havia publicado seus achados! Dada a força de seu desejo de pioneirismo, Groddeck se vê tomado de inveja e como resposta a esse afeto tece críticas irresponsáveis à psicanálise.

Há intencionalidade nas doenças orgânicas

Na primeira carta que envia a Freud, Groddeck reconhece tudo isso e pede desculpas ao médico vienense, passando, então, a relatar uma série de casos de doenças somáticas que conseguiu tratar através do entendimento da doença como um símbolo, mesmo procedimento que Freud adotava na investigação dos sintomas histéricos e obsessivos. Nota-se, portanto, que Groddeck está propondo a tese de que não há distinção entre neuroses, isto é, transtornos psíquicos, e doenças orgânicas no que diz respeito à possibilidade de que sejam vistos como portando uma significação.

Essa é a viga mestra do pensamento de Groddeck: toda doença pode ser lida como um símbolo, pois, do seu ponto de vista, o sujeito sempre ficaria doente com algum propósito, para cumprir uma determinada finalidade. Temos uma dificuldade enorme para considerarmos esse raciocínio plausível, pois a tradição na qual fomos formados nos ensinou que finalidade e propósito são atributos apenas de atos psíquicos, como pensamentos, lembranças, desejos etc. Como nessa tradição, tudo o que diz respeito ao corpo é absolutamente distinto da psique, seguindo uma causalidade puramente material e mecânica, nos acostumamos a pensar que a doença orgânica é algo que acontece em nós e com o qual nós, enquanto sujeitos pensantes, não temos absolutamente nada a ver. Em outras palavras, colocamos a doença na mesma categoria de um copo d’água que cai à nossa frente, ou seja, entre o conjunto de fenômenos que acontecem independentemente de nossa intencionalidade.

Mas notem, caros leitores, que só fazemos isso porque admitimos um pressuposto cartesiano de entendimento da realidade: o que subjaz à nossa compreensão da doença é a idéia de que nós somos feitos de dois tipos de substâncias: uma pensante (a psique), que funciona a partir da nossa vontade (seja ela consciente ou inconsciente) e outra material, não-pensante (o corpo) que funciona de acordo com as mesmas leis da matéria a partir das quais um relógio funciona. Ora, se jogamos fora esse pressuposto e passamos a pensar que, na verdade, somos uma substância única, dotada de intencionalidade, desejos e finalidades, que se expressa ao mesmo tempo como psique e corpo, o entendimento da doença muda completamente.

O Isso

Foi justamente isso o que Groddeck fez. É por isso que não podemos falar de psicossomática em Groddeck, pois, para o autor, não há uma causalidade psíquica nas doenças orgânicas. Em outras palavras, não se trata da psique agindo sobre o soma. A doença, para Groddeck, seja ela psíquica, como uma neurose obsessiva, ou orgânica, como um câncer, brota de uma mesma fonte, que é essa substância única que somos e que Groddeck chamou de “Isso” (em alemão: “das Es”). Esse termo, que Groddeck extrai de um trecho da obra de Nietzsche, é utilizado em alemão no sentido impessoal. Ou seja, quando se o utiliza, não se sabe se o referente é homem, mulher, criança, velho, uma cadeira, um pensamento, ou seja, é o termo ideal que Groddeck encontrou para dar nome a esse novo modo de entender o ser humano que o concebe para-além das diferenças às quais nós estamos acostumados: físico/psíquico, homem/mulher, velho/jovem.

Destarte, em vez de pensar no homem como dividido em corpo/psique, Groddeck preferirá pensar no indivíduo como um Isso, que não é nem corpo nem psique, mas que se expressa psíquica e corporalmente. Ao desfazer a separação outrora arraigada, o autor agora pode tranquilamente pensar a doença física como tendo uma finalidade, uma significação, um propósito, pois ela já não seria um fenômeno apenas do corpo, que segue leis puramente mecânicas, mas um fenômeno do indivíduo como um todo, o qual não pode ser concebido sem finalidade e propósito.

O que quero deixar claro é que Groddeck não faz toda essa elaboração teórica como um exercício especulativo. Ele faz questão de assinalar em vários momentos de sua obra que o conceito de Isso e, por extensão, todo o seu pensamento, são apenas hipóteses, construções geradas a partir e para sua experiência clínica. Em outras palavras, são hipóteses gestadas não para descrever adequadamente a realidade, mas sim para intervir nessa realidade, o que, no caso de Groddeck, significava auxiliar o paciente.

Os usos que fazemos da doença

Embora, como na neurose, o sentido de cada sintoma seja singular, ou seja, dependa da história individual de cada paciente, Groddeck mostra que as doenças servem a determinados usos gerais que estão relacionados às conseqüências comuns de todo adoecimento. Aliás, é a análise das conseqüências da doença o ponto de partida utilizado por Groddeck para investigar a sua significação. Por exemplo, as dores de cabeça provocam como consequência, via de regra, a dificuldade de pensar. Pessoas que têm dores de cabeça muito fortes dizem frequentemente que qualquer pensamento provoca dor. Seria disparatado pensarmos que fora justamente esse efeito o que motivou a eclosão das dores? Muitas vezes, por mais que não queiramos pensar em determinados eventos, eles insistem em se fazer presentes em nossa consciência, de sorte que a única forma de impedir que isso aconteça pode ser colocando dores em seu lugar.

Amiúde as doenças, especialmente as mais graves, levam a pessoa a se colocar sob os cuidados de outrem, a reivindicar-lhe sua atenção. A experiência de Groddeck e a de qualquer pessoa que se ponha a observar atentamente os fenômenos do adoecimento comprovam que há indivíduos que não conseguem demandar a atenção que julgam merecer do outro senão ficando doentes. Você mesmo, caro leitor, deve conhecer uma dessas célebres mulheres que mendigam a atenção de um marido pouco afável com doenças que nunca saram. Ora é uma dor aqui, ora outra ali, de modo que, por mais que o marido queira ficar o menor tempo possível com a esposa, ele é “obrigado” a fornecer a ela um signo de sua ainda que pouca consideração através dos remédios que lhe compra. É como se, com a doença, a mulher estivesse dizendo: “Você pode até resistir, mas terá que pensar exclusivamente em mim pelo menos uma vez por mês, ao pagar a farmácia.”

Não são raros também os casos em que a doença serve ao indivíduo como veículo de expiação de um sentimento de culpa. A enfermidade fornece o sofrimento que o indivíduo lhe julga ser devido como castigo em função de uma suposta falta cometida e, ao mesmo tempo, retira da consciência o sentimento de culpa. Mais: transfere a culpa para o mundo, para a natureza, que teria lhe fornecido a doença. Trata-se, portanto, de uma “solução” bastante eficaz se o objetivo é, ao mesmo tempo, satisfazer e eliminar o sentimento de culpa. Tudo dependerá daquilo que o Isso considerará como um mal maior.

Nesse momento, certamente alguns leitores podem estar se perguntando: “mas e nos casos de doenças infecciosas? Também nesses haveria um propósito em ficar doente? Isso não seria absurdo na medida em que é o microorganismo que causa a doença?”. São perguntas plausíveis, mas assentadas em pressupostos equivocados. De fato, o que a epidemiologia evidencia é que há apenas uma associação entre a presença de um microorganismo no corpo do doente e a presença de uma determinada enfermidade. De modo algum tal associação implica necessariamente numa relação de causalidade. Do contrário, em todos os casos em que houvesse a presença do microorganismo haveria necessariamente a presença da doença e não é isso o que se verifica. De dez pessoas infectadas com o bacilo de Koch, nem todas desenvolverão a tuberculose. A medicina científica tradicional irá buscar os outros fatores que seriam responsáveis por essa diferença em todos os lugares possíveis menos na subjetividade. Groddeck, por seu turno, não temerá em dizer: na verdade, o Isso, a substância única individual, só permite a eclosão da doença quando o ficar doente lhe é útil. Nesse sentido, se ficar tuberculoso não é interessante para o indivíduo naquele momento de sua história de vida, o bacilo de Koch terá a mesma significação de um grão de areia no organismo, ou seja, estará lá, mas não servirá para nada. Quando diz isso, Groddeck não está propondo um “psicologismo” ou um “subjetivismo”. Ele sabe que múltiplos fatores contribuem para um indivíduo ficar doente. No entanto, dentre essa gama de fatores, um deles é a disposição individual, o sentido que a doença adquirirá na vida do sujeito. Em outras palavras, o sujeito pode ter todas as condições para ficar doente e sem as quais não ficaria, mas se a enfermidade não for necessária naquele momento específico de sua história, ele não ficará doente.

Concluindo

Para Groddeck, não existem sintomas nem doenças psicossomáticos por oposição a sintomas e doenças meramente orgânicas. Toda enfermidade é psicossomática e isso não em função de uma comorbidade entre sintomas físicos e psicológicos, mas sim pelo fato de que Groddeck pensa o ser humano como uma unidade, um Isso que não é nem físico nem psicológico, mas que se expressa orgânica e psicologicamente. Esse Isso, na medida em que Groddeck o considera como o indivíduo, é dotado de intencionalidade, de desejos, de propósitos. Como a doença orgânica, bem como a psicológica, brotam dele, isso significa que o padecimento somático também possui um sentido, uma significação, um uso, enfim.

Adendo

Portanto, do ponto de vista groddeckiano, não seria necessária uma técnica especial ou um enquadramento terapêutico específico para o tratamento de doenças orgânicas pela via da psicanálise. O sintoma orgânico seria visto da mesma forma que um sintoma neurótico, ou seja, como algo a ser decifrado, considerando que sua decifração corresponde ao delineamento dos conflitos aos quais ele responde. A experiência de Groddeck, exemplificada pelas inúmeras vinhetas clínicas que o autor expõe em seus escritos, mostra que a aplicação do método psicanalítico tal como Freud o concebeu é plenamente eficaz na remissão de sintomas orgânicos tanto leves quanto graves.

***

Se você quiser saber um pouco mais sobre as proposições teóricas e clínicas de Georg Groddeck e ter uma amostra de seu estilo “escandalizante” de escrita, adquira “O Livro dIsso” no Submarino, por apenas R$39,90. Trata-se da principal obra de Groddeck e que consiste numa série de cartas escritas a uma interlocutora fictícia com o objetivo de lhe explicar os conteúdos da teoria psicanalítica. Adquira o livro clicando neste link.

Leia também o post em que aprofundo alguns aspectos tratados aqui com o objetivo de demonstrar por que Groddeck, ao contrário do que muita gente afirma, não foi o pai da Psicossomática.

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17 comentários sobre “Psicossomática e Psicanálise VII: Georg Groddeck

  1. Lucas
    Bem interessante esse Grodeck. Tenho um exemplo vivo na minha família da tese dele. Minha mãe que hoje está com 83 anos, teve tuberculose aos 19, logo depois de ter se casado com meu pai, que na época já tinha 42. Como na família dela ela era a filha mais velha e a menos querida (meu avô gostava da filha mais nova e minha avó da do meio) ela escolheu meu pai para cuidar dela e imediatamente depois do casamento apresentou a tuberculose. Meu pai cuidou dela com todo o desvelo. Não que fosse tão apaixonado assim por ela. Mas ela era muito bonita e satisfazia a sua vaidade de macho ter uma mulher tão jovem e tão bela. Pouco tempo depois de curada da tuberculose, ela engravidou de mim. Nasci e virei o brinquedinho novo do meu pai. Enciumada, ela precisava voltar a ser o centro das atenções dele. O que aconteceu? A tuberculose voltou. E como era contagiosa, serviu de pretexto pra me tirarem de casa por um anos. Nesse meio tempo, ela engravidou de novo. Como eu era do meu pai, ela quis um bebê para ela. Quando voltei pra casa, tinham dado o meu quarto para a minha irmã, que dormia nele com a babá e me colocaram num colchão, no chão, no quarto de meu irmão por parte de pai que já tinha 18 anos. Até hoje minha mãe usa seus problemas de saúde para se fazer de eterna vítima.
    Abs
    Cris

  2. Olá Cristina! Seu comentário é simplesmente a ilustração perfeita para o que eu expliquei em termos teóricos. É inacreditável como a maior parte do senso comum e principalmente dos médicos se recusa a crer que a doença pode servir a alguma finalidade!

    Muitíssimo obrigado por sua contribuição! Veio no momento certo!

    Grande abraço e apareça sempre!

  3. Engraçado como as ideias não são nossas mas andam no “ar” colectivo que todos projectamos. Assim como as cidades surgem em vários pontos diferentes do mundo uns séculos AC e sem contacto entre si e como Freud e Groddeck têm a mesma ideia.

    Outra coisa curiosa é que há sempre uns quantos que ficam na história porque são mais mediáticos, mais rápidos, ou sabem melhor impor a sua perspectiva das coisas e ficam mais conhecidos, mas há uns outros, quase fantasmas que trazem o link da evolução e fazem no entre o que descobrem no momento deles, deixando algo pró futuro desvendar, e passam assim despercebidos. Eu acho Freud ultrapassadíssimo e as suas teorias nem sempre com aplicação, já Yung e este Sr., que descobri recentemente, muito mais à frente no seu tempo, tanto é que só agora é que as massas o descobrem. Cumprimentos de Portugal e bom trabalho, sem psicossomatismos 😉

    Ana Cosme

  4. Olá Ana! Primeiramente, muito obrigado pela visita e saudações brasileiras a você e a todo o nobre povo português.
    Sobre seu comentário, creio que só agora, no contexto pós-moderno, as idéias de Groddeck podem dar os frutos que na época em que foram elaboradas não puderam vir à luz. Com efeito, somente despidos dos preconceitos e dicotomias modernos podemos olhar para o pensamento original desse singular autor e não o acusar, tal como o fez Freud, de misticismo.
    Infelizmente (ou não) Groddeck não se preocupou em disseminar suas idéias. Costumava escrever em um periódico que circulava apenas no interior de seu sanatório e era avesso à idéia de dar origem a algo como uma “escola groddeckiana”. Por tais razões, talvez, sua doutrina tenha tido dificuldade de ser propagada.

    Continuemos conversando.

    Um forte abraço e apareça sempre!

  5. Psicanálise é muito show!
    Sempre me interessei demais pela psicossomática. Desde criança achei que tinha uma relação muito forte de patologias físicas com estados emocionais.
    Legal o blog, vou ler mais aqui… mas antes vou terminar de ler meu livro de Freud… cinco lições..rs

    Abraços!

  6. Olá Danilo! Muito obrigado! Boa leitura! As ‘Cinco Lições’ são excelentes introduções à psicanálise e guardam preciosos tesouros, mesmo para os veteranos!

    Um abraço e apareça sempre!

  7. Eu sou um fan da teoria psicanalítica, sou calouro na faculdade de psicologia, e até então, não conhecia graddock, achei seu artigo, pesquisando sobre graddock.

    Muito bom mesmo, só corrigi lá em cima, o nascimento de graddock, está “1966”.

    Muito exclarecedor mesmo meu caro, vou atraz do livro “dIsso”, desde já. Apesar de reconhecer o sentido que faz a teoria graddockiana, há um motivo pros médicos, e pros psicanalistas, desconsiderarem está, a ponto de não dissemina-las, ou não beatizarem, como fazem os freudianos ortodoxos, lacanianos, junguianos, kleinianos, etc…
    Vou pesquisar algumas criticas, e ve se acho uma mais concreta, que talvez até seja o motivo concredo da desconsideração, e pouca disseminação.

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  11. Parabéns pelo blog e também aos comentaristas, bacana as colocações. Abraços

  12. Muito interessante !! Desde adolescente, um livro de meu pai ( médico) ” Medicina Psicossomática ” ..não me lembro o autor, me influenciou muito nesta visão entre a doença orgânica e a dinâmica psíquica. Sempre e tenho crido nisso até hoje.
    Tenho um livro um livro de Gerog G. – Estudos psicanalíticos sobre a psicossomática.
    Muito claro seu texto. Abraço

  13. Obrigado pelo comentário, Luiz Otávio!

    Fico muito contente quando encontro outros leitores (raros) de Groddeck! hehe

    Grande abraço!

  14. Boa noite. Obrigado por ter respondido.
    Mas estou precisando de orientação sobre bibliografias.
    Você me indicaria algumas bibliografias atuais?
    Você tem conhecimento de artigos ou obras que tratam sobre o tema: HIV/AIRS e Psicossomática?
    Fui convidado para o mestrado profisiologia na UNIRIO-Hospital Gaffere e Guiné. Estou precisando elaborar um pré -projeto.

    Abs
    Luiz Otavio

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