[Vídeo] A sexualidade humana é traumática por natureza

Neste vídeo: entenda por que o modo como a sexualidade se manifesta na espécie humana é necessariamente traumático.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Autossabotagem: uma visão psicanalítica

Clara é uma jovem de 25 anos e está em seu terceiro relacionamento de longo prazo. Guilherme, seu atual namorado, a humilha na frente dos amigos, não aceita ser contrariado em hipótese alguma e, em algumas brigas, quase chega a agredir fisicamente a parceira. Curiosamente, os dois primeiros namorados de Clara tinham um padrão de comportamento muito semelhante. As amigas dizem que a moça sofre de “dedo podre”, pois só se relaciona com homens que inicialmente parecem príncipes encantados, mas acabam se revelando sádicos abusivos.

Pedro, 35 anos, é engenheiro civil. Sempre muito estudioso, era o aluno que tirava as maiores notas tanto na escola quanto na universidade. Embora não tivesse uma paixão pela Engenharia, decidiu seguir essa carreira por recomendação do pai que trabalhava como mestre de obras e sempre nutriu um verdadeiro fascínio pela profissão de engenheiro. “Na minha época, pobre não tinha oportunidade de fazer faculdade, meu filho. Se tivesse, hoje você seria filho de engenheiro.” era o que o pai costumava dizer a Pedro na época do vestibular. Hoje, apesar de ter se formado com louvor, o rapaz não consegue prosperar na profissão. Tentou alguns concursos públicos, mas, procrastinando o estudo para as provas, nunca conseguiu ser aprovado. Depois de passagens rápidas por duas grandes construtoras, nas quais, segundo ele, “não conseguiu se adaptar”, Pedro decidiu trabalhar por conta própria, mas sofre para conseguir novos projetos.

O que Clara e Pedro têm em comum? Ambos vivenciam o fenômeno que nos acostumamos a chamar de “autossabotagem”. Aparentemente eles agem de uma forma que acaba produzindo resultados prejudiciais para si mesmos, como se inconscientemente estivessem trabalhando contra os próprios interesses.

Leia o texto completo clicando aqui.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Por que a presença de um pai é fundamental na vida das crianças? Winnicott explica.

Em função da forte influência lacaniana no campo psicanalítico, nos acostumamos a pensar que a presença concreta de um pai na vida das crianças seria uma experiência dispensável.

Dispensável, Lucas? Como assim?

É, meu caro leitor…

Não há como negar que termos como “Nome do Pai” e “pai simbólico” fizeram a gente se esquecer, na Psicanálise, de que a presença REAL do pai é tão importante quanto a presença real da mãe.

É claro que Lacan tem boas razões para enfatizar o papel crucial do pai enquanto elemento simbólico. Eu mesmo já expliquei esses motivos em vários lugares.

Todavia, penso que seja importante, sobretudo às vésperas do Dia dos Pais, relembrá-los da importância inegável da presença real de um pai na existência de uma criança.

Para cumprir essa tarefa, trago a vocês um pouquinho do que o psicanalista inglês Donald Winnicott nos ensina no capítulo 17 do livro “A Criança e seu Mundo”, intitulado “E o Pai?”.

Quem está na Confraria Analítica receberá ainda hoje (sexta-feira) uma aula especial sobre a concepção winnicottiana do papel do pai expressa nesse texto.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Maturidade saudável: aceitar a realidade sem abrir mão do desejo

Em 1911, Freud publicou um importante artigo no qual explica como surge em nós o que poderíamos chamar de “senso de realidade”.

O título do texto é “Formulações sobre os dois princípios do funcionamento mental”. Tá no volume 12 das Obras Completas (Edição Standard).

Por “senso de realidade” me refiro a essa consciência básica de que estamos instalados num mundo que possui existência própria, independente dos nossos desejos.

Freud mostra que essa consciência não nasce conosco e que, no início da vida, a gente resiste a assumi-la.

Em outras palavras, a gente não queria ter que reconhecer a existência da realidade. Só fazemos isso porque não tem outro jeito.

Como assim, Lucas?

Veja: inicialmente a gente tá lá no bem-bom do útero materno, certo? Parasitas do corpo da mãe, sequer temos a experiência de desejar. O estado de satisfação é ininterrupto.

Aí a gente nasce, tem a primeira experiência de desconforto, mas imediatamente depois do parto, já nos colocam no quentinho de novo e passam a nos alimentar.

Nos primeiros meses, conhecemos finalmente o que é desejar, mas nossos desejos são satisfeitos de forma quase instantânea. É só chorar um pouquinho que o peito da mãe aparece.

Nesse contexto, tomar consciência da realidade é irrelevante. Para que olhar para o mundo externo se o que eu quero magicamente aparece bem na hora em que desejo?

A gente só passa a se importar com a realidade quando somos expulsos desse paraíso, ou seja, quando a mãe para de estar o dia todo ao nosso dispor.

Freud diz que é nesse período que nos vemos obrigados a aderir ao princípio de realidade para manter vigente o princípio do prazer.

Em outras palavras, quando a mãe para de fazer tudo o que queremos na hora em que queremos, somos obrigados a BUSCAR ATIVAMENTE o que queremos.

Para isso, precisamos necessariamente tomar consciência da realidade e da lógica própria do mundo externo. O peito da mãe não “cairá do céu” como antes. Agora a gente tem que pedi-lo.

Moral da história: amadurecer significa continuar buscando fazer os gols do desejo, mas dentro das quatro linhas da realidade.

Conhece alguém que precisa ou gostaria de ler este texto? Assinale a pessoa aí embaixo.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

A gente faz Psicanálise para se respeitar

É natural que as pessoas procurem ajuda psicoterapêutica com o objetivo de mudarem, isto é, de se livrarem de traços e comportamentos que as fazem sofrer.

Todavia, esse legítimo desejo de mudança pode vir contaminado pela busca de certos ideais que não têm nada a ver com aquilo que o sujeito verdadeiramente deseja.

Deixa eu te explicar isso melhor com o apoio de uma ilustração factual.

Tomemos, por exemplo, o caso de um jovem que se deleita ficando em casa sozinho, estudando, tocando instrumentos musicais e assistindo aos filmes de sua preferência.

Navegando por perfis de desenvolvimento pessoal no Instagram, esse jovem é levado a crer que não deveria passar tanto tempo sozinho e que o “correto” seria tornar-se mais sociável.

Esse imperativo evoca nele as duras palavras que sempre ouviu de seu pai: “Sai desse quarto, menino! Parece um bicho do mato! Você precisa dar umas voltas com seus amigos!”

Pronto! Agora esse pobre rapaz acredita que sua forma espontânea de curtir a vida (mais reclusa, sem tantas interações) é um problema e que ele deveria mudar para se adequar.

Para se adequar a quê?

A um suposto ideal de saúde emocional que parece ser natural e universal, mas, na verdade, foi inventado por algumas pessoas (coincidentemente, sociáveis…).

Em casos como esse, o objetivo da Psicanálise não é o de ajudar essa pessoa a mudar a sua forma habitual de se comportar.

A terapia psicanalítica não está a serviço de nenhum ideal normativo.

A meta passa a ser auxiliar o paciente a relativizar o peso do imperativo superegoico de adequação ao ideal de sociabilidade.

Em outras palavras, trata-se de ajudar o sujeito a RESPEITAR o seu próprio jeito de ser.

Afinal, é só quando reconhecemos e legitimamos aquilo que, em nós, é mais forte do que nós que nos tornamos flexíveis o bastante para fazermos diferente – quando necessário.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Quais são os seus agasalhos emocionais?

No momento em que escrevo este texto, estamos em pleno inverno aqui no Brasil. Por isso, em muitas regiões do país, a temperatura tem se mantido relativamente baixa.

Contudo, é muito provável que daqui a aproximadamente um mês e meio nosso clima quente, tipicamente tropical, volte a dar as caras.

O que você falaria para o seu namorado, por exemplo, se lá por volta de outubro, novembro, no auge da primavera, ele continuasse utilizando grossos agasalhos mesmo sob um intenso calor?

Talvez você dissesse algo como: “Ei, o frio já passou. Hora de usar roupas mais leves. Não faz sentido continuar vestindo isso. Você não se sente incomodado?”

E seu eu te disser que muitos de nós se comportam exatamente como esse excêntrico rapaz, mas em relação à vida emocional?

Deixa eu te explicar:

A gente usa agasalho para se proteger do frio, certo? Então, podemos dizer que tal vestimenta é um instrumento de adaptação ao sofrimento gerado pelas baixas temperaturas, concorda?

É muito mais conveniente usar uma camiseta do que um agasalho, mas, para escapar do desconforto gerado pelo frio, não temos escolha, né?

Então…

A Psicanálise descobriu que, na infância, diante de experiências às vezes não só desconfortáveis como o frio, mas insuportáveis mesmo, a gente também lança mão de instrumentos de adaptação.

São, digamos, agasalhos emocionais.

Trata-se de mecanismos psíquicos patológicos como a repressão, a dissociação, o falso self, a identificação com o agressor e a autocondenação, por exemplo.

Como ainda somos crianças e não podemos fugir do ambiente hostil em que a vida nos colocou, não temos escolha: precisamos vestir esses agasalhos emocionais.

É a nossa sobrevivência psíquica que está em jogo.

O problema é que, tal como o singular rapaz mencionado acima, a gente continua usando esses agasalhos mesmo fora de época…

O contexto adverso da infância já passou, mas continuamos utilizando as mesmas estratégias de autoproteção como se ainda vivêssemos nele.

Você se enquadra nessa descrição? Continua utilizando agasalhos mesmo no calor?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] ANSIEDADE: porta-voz de uma guerra interior

A ansiedade não é um problema em si. Quando aparece de forma crônica e excessivamente intensa, costuma ser o arauto de severos conflitos internos.

Você se sente ansioso com muita frequência?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] A RESISTÊNCIA É SEMPRE DO ANALISTA – Entenda o que significa isso

Neste vídeo: entenda definitivamente a famosa tese de que a resistência é sempre do analista, proposta por Jacques Lacan.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Pare de se enganar e admita esse gozo camuflado

A tese que pretendo demonstrar ao longo deste artigo é bastante simples: frequentemente ocultamos nossas verdadeiras (e não tão nobres) motivações por trás de argumentações pretensamente racionais. Em Psicanálise, esse tipo de procedimento mental é chamado de racionalização. Trata-se de um dos inúmeros mecanismos de defesa que podemos utilizar para protegermos nossa autoimagem do reconhecimento de determinados desejos que “não pegariam bem”, por assim dizer. Em outras palavras, estamos falando do bom e velho autoengano. Vou trazer alguns exemplos para que você entenda a que estou me referindo.

Nos últimos anos, alguns famosos “influencers” que fazem sucesso no Instagram têm postado fotos e vídeos em estandes de tiro e defendido a posse de armas. Qualquer pessoa razoavelmente observadora consegue perceber com muita facilidade que a exibição que tais influenciadores fazem de suas pistolas e revolveres é parte de um esforço para demonstrarem uma suposta virilidade que deveria ser expressa por todo homem. Dito de modo mais simples: a arma funciona para essas pessoas como um signo de masculinidade. A exibição do armamento lhes ajuda a se apresentarem para suas audiências como “homens de verdade”.

No entanto, você não os verá em nenhum momento confessando essa obviedade. Em vez disso, eles falarão o tempo todo que a arma é um instrumento absolutamente necessário para a garantia da própria segurança e a proteção da família. Ainda que a maioria deles more em condomínios e apartamentos com um nível de segurança que 99% da população não pode ter, tentarão convencer você que ter uma pistola em casa é uma necessidade absoluta na vida de todo “pai de família”.

Eles poderiam muito bem dizer para suas audiências que gostam de armas porque ter algumas delas em casa os faz se sentirem mais masculinos, mais viris, mas… isso não pegaria bem, né? Por isso, ocultam essa motivação que, cá para nós, é bastante infantil, por meio da desculpa de que estão preocupados com a segurança de suas famílias.

Leia o texto completo clicando aqui.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Analistas, cuidado para não roubarem a cena!

No artigo “Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise”, de 1912, Freud diz o seguinte:

“O médico deve ser opaco aos seus pacientes e, como um espelho, não mostrar-lhes nada, exceto o que lhe é mostrado.”

Muitas pessoas acreditam que, ao fazer essa recomendação, Freud estaria incentivando os psicanalistas a serem frios, distantes e indiferentes aos seus pacientes.

Quem pensa assim está equivocado.

Quando a gente olha para o contexto em que Freud fez essa advertência, fica muito claro que seu objetivo é alertar os analistas para um risco muito sério.

Que risco, Lucas?

Trata-se do perigo de transformar o tratamento psicanalítico numa troca de experiências entre dois amigos íntimos.

Freud observa que alguns colegas, na ânsia de se mostrarem solidários ao sofrimento de seus pacientes, ficam “tentados a colocar sua própria individualidade livremente no debate”.

Em outras palavras, o terapeuta começa a falar de seus próprios conflitos e dificuldades para mostrar ao paciente que ambos estão, digamos, “no mesmo barco”.

Vários pacientes já me relataram que foram atendidos por terapeutas que tinham esse hábito de ficarem “roubando a cena” nas sessões.

É para prevenir esse erro gravíssimo que Freud diz aos analistas para se comportarem como um espelho.

O foco do processo analítico é exclusivamente o paciente. A Psicanálise não é uma conversa de bar em que dois amigos compartilham seus problemas. Trata-se de um TRATAMENTO.

Isso não significa que o analista deva ser frio, distante e indiferente. Ele pode ser atencioso, acolhedor e simpático sem poluir as sessões de análise com suas próprias questões.

Quem está na Confraria Analítica receberá ainda hoje (sexta) uma aula especial sobre o papel de espelho a ser desempenhado pelo analista.

E você: já foi atendido por algum terapeuta que ficava “roubando a cena” 😅?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Elogio à turma do fundão

Não raro, obedientes trabalham para desobedientes.

Agora há pouco eu estava fazendo minha caminhada diária e ouvindo o episódio 17 do podcast “Os Sócios” em que os hosts @maluperini e @bruno_perini conversam com empreendedores @marcusmarquesoficial e @tallisgomes sobre gestão de negócios.

Em dado momento, eles comentaram o fato de que muitos empreendedores de sucesso não foram bons alunos na época da escola e geralmente faziam parte da famigerada “turma do fundão”.

Confesso que eu também já havia notado essa possível correlação e talvez consiga explicá-la por meio de alguns aprendizados que a clínica tem me proporcionado.

Quem me acompanha assiduamente sabe que há alguns meses identifiquei um padrão comportamental que ousei batizar de “SÍNDROME DO ALUNO NOTA 10”.

Trata-se de um conjunto de problemas emocionais vivenciados comumente por pessoas que sempre foram percebidas pelo seu entorno como alunos e filhos EXEMPLARES.

Excesso de autocobrança, passividade, submissão a demandas dos outros, dificuldade de dizer não e repressão da agressividade são alguns dos principais sintomas da síndrome do aluno nota 10.

Minha hipótese é a de que tais dificuldades são expressões de uma FIXAÇÃO NA POSIÇÃO DE ALUNO.

Com efeito, como um estudante precisa ser para que a educação tradicional o considere um bom aluno?

Ora, justamente: disciplinado, passivo, obediente, exigente consigo mesmo, bem-comportado e quieto.

Vamos combinar que a maioria dessas características não é lá muito favorável para quem quer empreender, né? Afinal, o empreendedor é justamente aquele que SE ARRISCA e DESAFIA o status quo.

O aluno nota 10 tem muitos ganhos narcísicos por ser o “certinho”: ele é amado por todos os professores e alçado à categoria de EXEMPLO para todos os colegas.

Isso é muito sedutor! Especialmente para aqueles que não se sentem suficientemente queridos em casa…

Já aqueles que fazem parte da “turma do fundão” não estão nem aí para o amor dos professores. Pelo contrário: eles gozam justamente com o menosprezo ao olhar dos docentes.

Por isso, acabam tendo mais coragem para viverem livres das amarras da obediência, da submissão e da passividade.

E você: era da turma dos certinhos ou da galera do fundão?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

A gente goza com corpos, mas também com palavras. E até com o sofrimento.

Seres humanos são movidos por impulsos.

Essa é a conclusão de Sigmund Freud.

E o que é um impulso (em alemão, língua nativa de Freud: Trieb)?

Todo o mundo sabe por experiência própria: é um estado mental de desejo produzido por uma excitação que nasce no corpo.

O impulso nos motiva a fazer alguma coisa para apaziguar essa excitação — temporariamente, afinal, uma característica fundamental dos impulsos é que eles sempre retornam.

fome, por exemplo, é um impulso. Trata-se de um estado psicológico induzido pela excitação desconfortável que o corpo produz quando ficamos algum tempo sem alimentação.

Temos também o impulso sexual, com o qual costumamos ter problemas, visto que a busca pela satisfação dele sofre uma forte regulação social, diferentemente do que acontece com a fome.

Nenhuma sociedade, por exemplo, estimula seus membros a ficarem anos e anos sem se alimentar, mas há diversos grupos que orientam seus adeptos a não fazerem sexo até estarem casados.

Quem está fora desses grupos não se encontra necessariamente numa situação melhor. Não existe sexualidade livre. A própria existência da sociedade exige a contenção do impulso sexual.

Imagine uma civilização na qual incesto e estupro fossem permitidos. Quanto tempo ela duraria?

Conter o impulso sexual não significa deixar de satisfazê-lo. Foi isso o que Freud descobriu — e que muita gente até hoje insiste em negar…Freud provou que o impulso sexual é tão forte que inconscientemente nós conseguimos satisfazê-lo APESAR de todas as regulações sociais.

Um monge, por exemplo, pode satisfazer seu impulso sexual de forma sublimada por meio da devoção e dos rituais presentes na mesma religião que o impede de transar.

Uma jovem pode dar vazão a seu desejo incestuoso pelo pai casando-se com um homem bem mais velho.

O CEO de uma grande empresa pode encontrar alívio para seu tesão sádico torturando a si mesmo com autocobranças e preocupações.

Enfim… O impulso sexual é plástico, flexível, resiliente, implacável…E aí, o que você pensa sobre essa descoberta de Freud?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Narcisistas são pessoas feridas

“Que objeto lhes resta para amar senão eles mesmos?”

Esta é uma frase emblemática de André Green que se encontra logo nas primeiras páginas do prefácio à coletânea de artigos do autor “Narcisismo de vida, narcisismo de morte” (Escuta, 1988).

Ao enunciar essa pergunta retórica, Green está se referindo ao narcisismo como patologia e não à condição narcísica que está presente em todos nós.

Em Humanês: todo o mundo é meio apaixonado pelo próprio eu, mas há pessoas que só têm olhos para si mesmas…
Trata-se de uma DEFESA.

Defesa frente a uma decepção amorosa que aconteceu num momento muito precoce, em que o sujeito ainda não dava conta de suportar a “sofrência”.

Eis o que diz André Green: “É preciso, aqui, recuperar as evidências: os narcisistas são pessoas feridas […] Frequentemente a decepção, cujas feridas ainda estão em carne viva, não se limitou a um dos pais, mas a ambos.”

Em outras palavras: no centro da alma de um narcisista há um amor não correspondido pelos cuidadores primários, um apelo sem resposta, a dor de começar a jornada da vida sem uma recepção calorosa.

É como se todo narcisista dissesse: “Já que não fui amado, preciso encarregar-me da tarefa de ser o meu próprio amante. Quem precisa dos outros quando se tem a si mesmo?”

Que ideias vêm à sua cabeça após a leitura deste texto?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Quando você só olha o lado do outro

Muitas pessoas se acostumaram, desde crianças, a validarem apenas o ponto de vista dos outros. Assim, foram desenvolvendo uma forma excessiva de empatia que as impede de considerarem os seus próprios interesses como legítimos.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Criação sem limites: visão psicanalítica

Neste vídeo: o psicanalista Lucas Nápoli explica os efeitos prejudiciais de uma criação sem limites com base no texto “Nosso mundo adulto e suas raízes na infância”, de Melanie Klein.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”