[Vídeo] Vitimizar-se é burrice

Além de não ajudar, a autovitimização só atrapalha sua vida.


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[Vídeo] O Id não é um capetinha

Neste vídeo: entenda por que a comparação entre o Id freudiano e um “capetinha” é neurótica e prova de ignorância.


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O perfeccionista é um escravo de si mesmo

Apesar de parecer um herói corajoso em busca da excelência, o indivíduo que sofre de perfeccionismo é, na verdade, apenas um escravo que está constantemente sendo chicoteado por um senhor chamado IDEAL. Diferentemente de alguém que, exercendo virtudes como a responsabilidade e a generosidade, DECIDE empenhar-se para realizar uma tarefa de uma forma mais qualificada do que o mínimo necessário, o perfeccionista é aquele que não busca a excelência como uma escolha consciente e intencional, mas faz isso porque se vê compelido, obrigado, forçado a perseguir a perfeição.

O perfeccionista é escravo dos seus próprios ideais. É por isso que o perfeccionismo é difícil de ser abandonado: renunciar à tendência automática de buscar sempre e desnecessariamente a excelência significa, para o perfeccionista, abrir mão de uma parte muito valorizada de si mesmo. Isso explica também porque o perfeccionismo é paradoxalmente um suposto defeito do qual se tem orgulho. De fato, no fundo, o perfeccionista se envaidece ao contemplar-se no espelho da alma como um escravo diligente e proativo. Ele olha para aqueles que não compartilham de sua ânsia doentia pela perfeição e os julga como preguiçosos e medíocres. Bastam apenas alguns minutos conversando com um perfeccionista para verificar que ele se percebe como um ente superior aos “meros mortais” que não sentem tanto tesão pelo Senhor Ideal.

Leia o texto completo clicando aqui.


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A família como base das relações interpessoais

Todos nós temos modos mais ou menos padronizados de nos comportarmos em certas situações típicas da vida.

Por exemplo: cada indivíduo tem uma atitude básica diante de autoridades como chefes ou professores.

Tem gente que sente medo e se apresenta de maneira submissa. Outros, porém, se colocam o tempo todo numa atitude de confrontação frente a um superior.

Da mesma forma, temos modos mais ou menos fixos de nos relacionarmos com objetos de amor e em situações de competição.

Há pessoas, por exemplo, que inevitavelmente exercem uma postura dominadora e controladora sobre seus parceiros amorosos.

Ainda que se policiem para evitarem agir assim a tendência de assumir a posição de “senhor” do outro é mais forte do que elas.

No caso da competição, encontramos indivíduos que se sentem muito estimulados quando possuem um rival e outros que se deprimem quando precisam entrar numa disputa.

A Psicanálise mostra que tais atitudes básicas são forjadas e se consolidam em nosso psiquismo a partir das vicissitudes das relações com nossa família na infância.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá hoje (sexta) uma aula especial sobre essa origem infantil das nossas formas padronizadas de relação com o outro.


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O exagero subjetivista de Freud

Num trabalho de 1906 chamado “Meus pontos de vista sobre o papel da sexualidade na etiologia das neuroses”, Freud descreve a evolução de suas teorias acerca da sexualidade percebida como fator causal nas neuroses.

Podemos identificar 3 grandes momentos dessa teorização:

1 – Freud acredita que as neuroses são causadas por abusos sexuais sofridos pelo sujeito na infância e praticados por adultos ou crianças mais velhas.

2 – Freud acredita que tais abusos não necessariamente aconteceram e que são manifestações sexuais espontâneas na infância que levam à neurose.

3 – Freud percebe que essa sexualidade infantil espontânea está presente em todas as crianças e que é a reação do sujeito a ela que está na origem da neurose.

A respeito desse terceiro e definitivo momento de sua teorização sobre as causas da neurose, Freud diz o seguinte:

“Não importavam, portanto, as excitações sexuais que um indivíduo tivesse experimentado em sua infância, mas antes, acima de tudo, sua reação a essas vivências — se respondera ou não a essas impressões com o ‘recalcamento’.”

Essa citação mostra que, para Freud, a pergunta que devemos fazer frente à neurose NÃO É “o que aconteceu na infância para que essa pessoa se tornasse assim?”.

A pergunta correta seria: “Como essa pessoa LIDOU na infância com seus próprios impulsos e com o que lhe aconteceu para que se tornasse assim?”.

Em outras palavras, Freud sai de uma primeira teoria que colocava no AMBIENTE  todo o peso da produção da neurose e vai para o polo oposto…

Sim, ao dizer que, na causação da neurose, o mais importante é a forma como o sujeito reagiu às impressões infantis, Freud relativiza o impacto do ambiente e “absolutiza” o papel do sujeito nessa história.

É como se ele estivesse inadvertidamente dando razão àquela frase de pára-choque de caminhão atribuída a Sartre:

“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”

Felizmente, autores como Ferenczi e Winnicott iriam “corrigir” esse exagero subjetivista freudiano e resgatar, na teoria psicanalítica, o peso do AMBIENTE  na produção do adoecimento emocional.


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Em qual questão infantil você está empacado?

Quando fazemos essas provas de múltipla escolha aplicadas em vestibulares e concursos não é recomendável gastarmos muito tempo com uma questão que não estamos conseguindo resolver.

A melhor estratégia é pular o item difícil e ir respondendo outros mais fáceis, de modo que, se sobrar tempo, a gente pode tentar voltar a quebrar a cabeça com a questão complicada.

Essa recomendação extremamente útil para processos seletivos também é válida para a vida de modo geral.

No entanto, na maioria das vezes ela não é adotada.

Pelo menos é isso o que a clínica psicanalítica nos mostra.

Afinal, o que encontramos todos os dias em nossos consultórios são pessoas que permaneceram presas a questões com as quais vem pelejando DESDE A INFÂNCIA.

Ao invés de seguirem a vida e deixarem para lá certos problemas, tais pessoas insistem em se dedicar compulsivamente a resolvê-los.

Que problemas são esses? Eis alguns exemplos:

— Será que eu posso ser tão potente quanto o meu pai?

— Por que meu pai me rejeitou?

— Como mudar minha mãe e torná-la mais amorosa?

— Por que me forçaram a amadurecer tão precocemente?

Na busca por respostas para questões como essas a gente acaba reencenando na vida adulta os mesmos cenários difíceis da infância.

Fazendo assim, inconscientemente temos a esperança de encontrar as respostas que não conseguimos achar lá atrás.

Mas não dá certo. Ao reencenar os problemas da mesma forma com que eles se apresentaram na infância, tudo o que conseguimos é a repetição do sofrimento.

E assim vamos nos comportando como um estudante fazendo o Enem que fica empacado tentando resolver uma questão difícil e acaba não fazendo as dezenas de outras questões mais fáceis.

No caso da vida, a saída não é simplesmente fingir que a questão difícil não existe.

É preciso encontrar uma nova maneira de encarar o problema.

Um novo olhar que nos permita enxergar que talvez haja questões insolúveis mesmo e que buscar respostas para elas é pura perda de tempo e energia.

É para conseguir desenvolver esse novo olhar que a gente faz Psicanálise.


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Por que os psicanalistas ficam em silêncio?

Aqueles que criticam a Psicanálise como método psicoterapêutico sempre elegeram o silêncio do analista como um de seus alvos prediletos.

“Psicanalistas não dão feedback”, dizem eles. “Deixam o paciente falar, falar, enquanto apenas fazem cara de paisagem”.

Esse tipo de afirmação incorre na famosa falácia do espantalho: não é verdade que todo analista seja silencioso.

É conhecida, por exemplo, a tendência de alguns analistas kleinianos de formularem uma imensidão de interpretações a todo momento.

De fato, cada analista tem o seu estilo. Alguns são mais silenciosos, outros não. Não há uma regra que defina quanto silêncio o analista deva fazer durante as sessões.

Por outro lado, é importante salientar que, quando o analista faz silêncio, ele não está meramente deixando de falar.
Trata-se, na verdade, de uma TÉCNICA.

Sim! O silêncio é uma DECISÃO CLÍNICA tomada pelo analista, tão estrategicamente pensada quanto uma interpretação.

O analista faz silêncio, em primeiro lugar, para sinalizar ao paciente que uma análise não é uma conversa qualquer em que duas pessoas dialogam.

Na terapia psicanalítica, o paciente é convidado a SE ESCUTAR e não a bater papo. Ora, como o sujeito vai se escutar se o outro não para de falar?

Em segundo lugar, o silêncio do analista é necessário para que ele colha as informações necessárias para falar algo que MERECE SER FALADO.

Explico: numa conversa normal, nós falamos o que queremos dizer e não aquilo que o outro PRECISA ouvir.

Na análise é diferente. Como se trata de um TRATAMENTO, a fala do analista não pode ser sobre si e nem pode ser vazia, banal, irrelevante.

Quando o analista fala, é necessário que seu dizer verdadeiramente AFETE o paciente.

E isso só é possível se o analista falar algo que evoque ou reflita o que se passa com o analisando.

Não dá para falar alguma coisa dessa natureza sem ESCUTAR o paciente suficientemente bem.

Muitas vezes, o desejo compreensível que alguns pacientes nutrem de que seus analistas sejam mais falantes é da ordem da resistência.

Com efeito, ESCUTAR-SE não é uma tarefa nada fácil.

Há determinados sons interiores que gostaríamos que fossem abafados pela voz apaziguadora de nossos analistas…


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[Vídeo] Por que é tão difícil reconhecer que erramos?

Fala pra mim: você é daqueles que assume com facilidade os erros que comete ou é como a maioria, que se vitimiza, dá desculpas e coloca a responsabilidade nos outros?

Culpa e vergonha são afetos que dificultam o reconhecimento dos erros, mas há um fator mais profundo que faz com que a gente resista a assumir quando pisa na bola.


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[Vídeo] Seus problemas emocionais são mensagens do Inconsciente

Neste vídeo: entenda por que você não deveria “ler” e compreender seus problemas emocionais ao invés de simplesmente querer eliminá-los.


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Como se desenvolve a autoconfiança (parte 02)

Observar que a fé dos judeus em Jesus só nasceu em função dos milagres que ele realizou nos ajuda a identificar quais são as condições necessárias para o desenvolvimento da autoconfiança. Com efeito, expliquei na coluna anterior que a autoconfiança é a fé que uma pessoa tem na sua própria capacidade de superar desafios.

Ora, assim como a fé em Jesus, a fé que caracteriza a autoconfiança também depende da existência de milagres. Contudo, no caso da autoconfiança, não se trata de milagres reais, ou seja, de acontecimentos que contrariam as leis da natureza. Os milagres que criam as condições para o florescimento da autoconfiança são milagres imaginários, subjetivos, que só são milagres de fato aos olhos daquele que o experimenta.

Consigo imaginar um leitor se perguntando: “Como assim, Lucas? Explica melhor.”. Com prazer! Vamos lá:

Na primeira parte deste texto eu disse que a autoconfiança, diferentemente da coragem, é um afeto involuntário e que, portanto, brota de certas marcas psíquicas profundas geradas por experiências infantis. Também disse que essas marcas são produzidas por experiências que possibilitam ao sujeito perceber-se como sendo capaz de superar desafios.

Ora, quando somos crianças não temos muitos recursos físicos e psíquicos para lidar com desafios. Pelo contrário: somos extremamente frágeis e dependentes dos cuidados dos adultos. Nesse sentido, podemos nos perguntar: como é que a criança vai poder passar por experiências de se sentir capaz de vencer desafios se ela mal consegue ficar sozinha por muito tempo?

É aí que entram os “milagres”. De fato, a criança deixada à própria sorte dificilmente conseguirá vivenciar situações que a farão acreditar na própria potência. Um menino de 3 anos, sem o apoio de seus cuidadores primários, só conseguirá certificar-se de sua fragilidade e impotência. Todavia, quando a criança conta com o suporte ativo dos pais, ela se torna capaz de fazer uma série de coisas. Quando uma mãe, por exemplo, levanta sua filha para que ela alcance um determinado brinquedo ao invés de simplesmente pegar o objeto e entregá-lo à criança, a menina vivencia uma experiência mágica: ela está conseguindo fazer algo que, a princípio, sua condição não permitiria.

Leia o texto completo aqui.


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Polarização é coisa de criança: Melanie Klein explica

Melanie Klein indiscutivelmente faz parte do rol dos principais autores do campo psicanalítico.

Talvez você não saiba, mas essa mulher, nascida em 1882, enfrentou forte resistência por parte da ortodoxia psicanalítica dos anos 1920.

Com efeito, Klein não era médica nem tinha qualquer outro diploma universitário. Era, portanto, o que se chamava à época de analista leiga.

Essa corajosa austríaca de origem judia aprendeu o ofício de psicanalista nos divãs de Sándor Ferenczi e Karl Abraham.

Foi Ferenczi, inclusive, quem a incentivou a se dedicar à análise de crianças, outro alvo das críticas dos colegas mais conservadores que achavam que a Psicanálise só poderia ser aplicada em adultos.

Vítima da perda precoce de tantas pessoas importantes (pai, mãe, irmãos, filho), provavelmente não por acaso Klein foi uma das autoras que mais levou a sério o conceito freudiano de “pulsão de morte”.

Com base em sua experiência clínica orientada pelo último Freud, a autora chegou à conclusão de que toda criança já nasce experimentando um medo de ser morto (“fear of annihilation”).

Com efeito, Melanie Klein acredita que, desde o início da vida, o bebê se relaciona com os seios maternos percebendo-os como objetos diferentes de si.

Isso permite à criança projetar sua pulsão de morte (originalmente uma tendência para a autodestruição) nos seios e imaginar, assim, que são eles que desejam matá-la.

Mas o bebê não nasce apenas com pulsão de morte, né?

Exatamente. Ela também possui uma pulsão de vida, isto é, uma tendência para a autopreservação e a formação de ligações com os objetos.

Por conta disso, a criança não vivencia os seios apenas como objeto maus e persecutórios, mas também como entes angelicais, amorosos e protetores.

Ora os seios aparecem para o bebê como 100% maus, ora como 100% bons.

Doido, né? Pois é… Esse modo polarizado de enxergar a realidade (bem típico dos nossos dias, aliás…) permanece vigente na cabecinha do bebê até o quarto mês de vida.

Depois disso, a criança vai se tornando capaz de perceber que os seios não são só bons ou só maus e que, na verdade, eles são apenas partes de um objeto muito maior chamado mãe…

Mas isso é assunto para a aula especial sobre Melanie Klein que os alunos da Confraria Analítica vão receber com exclusividade ainda hoje (sexta-feira).


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Suposto saber: para funcionar, a Psicanálise exige um tipo específico de transferência

A transferência é um fenômeno inevitável tanto no tratamento psicanalítico quanto fora dele.

Onde há relação interpessoal, há transferência.

Com efeito, estamos SEMPRE transferindo para nossas relações atuais atitudes e expectativas que foram desenvolvidas originalmente em relações do passado.

Ao invés de criarmos novas relações “do zero”, economizamos trabalho psíquico recorrendo aos mesmos padrões relacionais de sempre.

O terapeuta que acredita na existência desse fenômeno consegue detectá-lo com certa facilidade.

De fato, basta verificar as semelhanças entre o modo como o paciente se comporta em relação a ele (terapeuta) e as atitudes da pessoa relação a outras figuras do seu passado.

Repito: a transferência é inevitável.

Por outro lado, a psicoterapia, especialmente a psicanalítica, exige que se estabeleça um tipo específico de transferência para funcionar.

Se o paciente, por exemplo, transfere para o analista apenas as atitudes de desprezo ou indiferença que nutria em relação a sua mãe, não há análise que se sustente.

Os tratamentos verdadeiramente transformadores são aqueles em que o paciente transfere para o terapeuta a expectativa de ouvir dele a verdade sobre si.

É a isso que Lacan se refere ao usar o termo “sujeito suposto saber” para falar da transferência.

É óbvio que, ao longo da análise, será importante que essa expectativa se dissipe e o paciente chegue à decepcionante, mas saudável conclusão de que nem o analista nem nenhum outro sabe a verdade sobre ele.

Contudo, sobretudo no início do tratamento, é fundamental que o paciente coloque o terapeuta nesse lugar de autoridade, de suposto saber.

Quando isso não acontece, as pontuações, interpretações, silêncios e cortes do analista não exercem efeito algum na evolução da análise.


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O bonzinho pode ser apenas um endividado

Eu já falei em diversos textos e vídeos sobre o caráter narcísico do padrão de comportamento que comumente chamamos de “bonzinho”.

De fato, muitas pessoas que se encaixam nessa categoria estão inconscientemente buscando seduzir o outro para serem amadas.

A suposta bondade do bonzinho, portanto, não seria genuína. Tratar-se-ia apenas de uma estratégia para “ficar bem na fita” ou, se você quiser, “ganhar likes”.

No entanto, a experiência clínica mostra que há um grupo de pessoas que também desenvolve o  modo “bonzinho” de ser,  mas por outra razão.

Refiro-me a indivíduos que se colocam neuroticamente a serviço do outro não com o objetivo de seduzi-lo, mas de “pagar” uma dívida infantil.

Explico:

Tais pessoas foram levadas a acreditar, na infância, que todo o cuidado que recebiam da parte de seus pais não era gratuito.

Observando certas atitudes e falas parentais, esses indivíduos foram chegando à conclusão de que precisariam “ressarcir” os pais de alguma forma.

A clínica mostra que, sob o domínio dessa ideia absurda, tais pessoas já na infância se comportavam de modo excessivamente submisso, obediente e solícito.

Com efeito, desde crianças já renunciavam aos próprios desejos para submeterem-se às vontades do outro. Dessa forma, estariam “pagando” sua suposta dívida.

Como a gente inevitavelmente transfere nossos padrões de relação com os pais para outras pessoas, esse padrão de submissão acaba se mantendo na vida adulta.

Assim, o sujeito continua preso à fantasia de que precisa pagar aos pais pelo cuidado recebido, só que agora quem recebe o “pagamento” são namorados, esposas, amigos…

Temos, então, um indivíduo adulto que está sempre “pedindo licença” para existir, que não consegue dizer não e se submete passivamente ao desejo do outro.

Ele quer seduzir as pessoas para ser amado? Não. O que inconscientemente ele busca é “ressarcir” simbolicamente seus pais através da submissão ao outro.

Que tal mandar esse texto para todos os bonzinhos que você conhece? Você é um deles?


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Não dá para ver o Inconsciente a olho nu: a importância do olhar simbólico para a Psicanálise

Ontem eu conversava com os alunos da Confraria Analítica sobre como a prática da Psicanálise exige o exercício de um olhar SIMBÓLICO sobre a realidade.

É por isso que eu sempre recomendo “A Psicopatologia da Vida Cotidiana”, de Freud, como primeira leitura para quem deseja iniciar um percurso no campo psicanalítico.

Com efeito, nessa obra o leitor encontrará uma coleção imensa de relatos de pequenos erros e comportamentos aparentemente insignificantes interpretados simbolicamente por Freud.

Quem lê “A Psicopatologia da Vida Cotidiana” vai pouco a pouco se acostumando a encarar um simples esquecimento de nome, por exemplo, como um discurso eloquente.

Sim! Nesse livro, Freud nos convida a olhar para lapsos, equívocos e pequenos atos do dia a dia não só como eles se apresentam, mas enxergando o que eles REPRESENTAM.

É isso o que eu chamo de OLHAR SIMBÓLICO, que penso ser indispensável para quem quer exercer a Psicanálise na prática ou mesmo apenas estudá-la teoricamente.

É somente por meio da aplicação desse olhar simbólico que podemos enxergar no esquecimento da chave de casa, por exemplo, o desejo de não voltar para ela.

Só olhar simbólico também nos permite olhar para os sintomas de nossos pacientes e enxergá-los não só como problemas, mas fundamentalmente como MENSAGENS.

Quem não cultiva esse olhar julga as interpretações psicanalíticas como exageradas ou forçadas. De fato, não consegue ver para-além do imediato.

O olhar simbólico é justamente o que torna um analista apto a observar o Inconsciente em ação. Afinal, é próprio do Inconsciente não se mostrar de maneira explícita.

O terapeuta que não exercita o olhar simbólico é levado a crer equivocadamente que seus pacientes estão apenas descrevendo objetivamente  a realidade.

Olhar simbolicamente para a fala do analisando habilita o analista a percebê-la como um discurso muito mais RETÓRICO do que descritivo…

Em suma, para ser psicanalista é preciso ter olhos para ver. E ouvidos para ouvir.

Você tem facilidade para aplicar esse olhar simbólico?


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[Vídeo] Quem desiste dos próprios sonhos também é imaturo

Aprender a lidar com o desconforto e o sofrimento é condição fundamental para o amadurecimento. Todavia, a maturidade também contempla a capacidade de fazer passar o próprio desejo em meio às regras do jogo da realidade.


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