O que é objeto a?

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Preâmbulo

Antes de dar início a essa explicação, quero deixar claro que não pretendo aqui esgotar o tema ou analisar pormenorizadamente todas as suas nuances e vertentes interpretativas. Trata-se apenas de uma tentativa de tornar o conceito de objeto a o mais claro possível para o público leigo e para aqueles que estão se iniciando no estudo da teoria de Jacques Lacan. Digo isso como resposta prévia a qualquer acusação do tipo: “o objeto a não se reduz ao que você diz”. Desde já quero dizer que concordo com tal objeção. De fato, o conceito de objeto a não se reduz ao que será escrito aqui. Não obstante, sou veementemente contra a tendência bastante presente no campo psicanalítico, notadamente na orientação lacaniana, de elevação de conceitos ao estatuto de entes quase místicos, inefáveis, para os quais qualquer tentativa de descrição estaria fadada ao fracasso. Em suma, o objeto a é apenas uma expressão verbal, forjada por Lacan com o objetivo de lhe auxiliar na caracterização e esclarecimento de determinadas dimensões da experiência humana.

Mas deixemos de prolegômenos e vamos direto ao assunto: a noção de objeto a talvez tenha sido a contribuição mais relevante de Jacques Lacan para a teoria psicanalítica. Ela pretende ser uma resposta psicanaliticamente legítima à seguinte pergunta: “Com qual objeto o ser humano se relaciona?”.

A descoberta de Freud

De fato, outros psicanalistas tentaram fornecer respostas para essa pergunta. No entanto, segundo Lacan, as respostas que eles deram não fizeram jus à grande descoberta de Freud. Que descoberta era essa? A descoberta de que diferentemente do restante da fauna do planeta, o animal humano não possui um objeto fixo com o qual saciar seu desejo sexual.

Não há nada de enigmático nisso. Para entender tal afirmação, basta lembrar-se do seguinte: apenas o homem sente tesão por sapatos, cores de cabelo, lábios carnudos, calcinhas, cuecas, brilhos nos olhos, vegetais, outros animais etc. A variação dos objetos que nos provocam tesão é quase infinita. Por outro lado, a sexualidade de um leão, de uma tartaruga ou de um cavalo-marinho não conta com tamanha plasticidade. Leão só sente tesão por leoa, touro por vaca, peixe por peixe! Há encaixe sexual nos animais (selvagens, diga-se de passagem. Quando se tornam domésticos, ou seja, quando entram em contato com o homem, a coisa muda – basta observar os cães).

Nos animais, há relação sexual. No homem há relações sexuais, mas nenhuma em que os dois parceiros estejam de fato interessados num e noutro. É por isso que Lacan dirá no Seminário 11: “Amo em ti, mais do que tu”. Sim, porque cada um está interessado não no outro em si, mas naquilo que no outro lhe provoca seu desejo! Essa foi a grande descoberta de Freud e o conceito de objeto a pretende ser uma forma de abordá-la teoricamente.

Freud aprendeu com as crianças e os perversos que a pulsão sexual não tem objeto. É isso o que os psicanalistas querem dizer quando afirmam que o ser humano é marcado por uma falta. Que falta é essa? É a falta de um objeto que esteja de acordo com o nosso desejo. Pelo fato de, no caso da espécie humana, esse objeto não existir, toda vez que nossa pulsão, essa fome de viver fundamental, se engancha em algum objeto nós temos a ilusão de que ele nos satisfará plenamente. Mas nos enganamos. Logo vem a decepção e nós vamos buscar outra coisa. É como se nosso desejo nunca pudesse ser satisfeito, mas apenas aguçado, ou, em outros temos, a gente só conseguisse ficar com tesão mas nunca saciá-lo completamente.

Nesse momento, o leitor pode se perguntar: “Tá, mas se então a pulsão não possui um objeto adequado, como sentimos tesão? O que provoca o nosso tesão? No animal é a imagem do parceiro, isto é, do objeto. Trata-se de uma experiência da ordem do instinto, uma experiência por assim dizer pré-ordenada. E em nós, humanos, o que provoca nosso desejo?” Lacan responderá dizendo: é justamente essa falta de objeto. Na medida em que não temos um objeto adequado, os objetos que nos são oferecidos para ocupar esse lugar não vêm de uma estruturação pré-ordenada da natureza, mas sim da cultura. A cultura nos diz o que devemos desejar. E quando eu digo cultura estou me referindo aqui a todas as experiências que o sujeito tem com qualquer instância que ocupe para ele o lugar de Outro, que pode ser desde o pai e a mãe até um programa de televisão. São esses outros que ocupam lugar de Outro que nos dizem quem nós somos, o que devemos fazer da vida e o que desejar. No entanto, esse Outro nunca consegue realizar essa tarefa completamente porque nenhum objeto que ele nos oferece para desejar vai ser capaz de saciar completamente nosso desejo. Isso porque, repetindo, não há um objeto único que satisfaça plenamente a todos, de modo que sempre haverá um restinho de desejo insatisfeito que nos moverá na busca por outro objeto.

Frequentemente mascaramos com imagens a inexistência desse objeto ou, em outras palavras, a impossibilidade de descarregar esse restinho de desejo. Daí, por exemplo, só conseguirmos sentir desejo sexual em condições específicas, o que é mais explícito na experiência do perverso: o sujeito só consegue sentir tesão pela namorada se ela estiver trajando uma meia-calça vermelha, por exemplo. Ali, a imagem da meia-calça está no lugar da falta do objeto. A pulsão se enroscou na imagem da meia-calça de modo compulsivo. Com isso, o sujeito evita o confronto com a falta de objeto, com a angústia suscitada por essa falta, mas, por outro lado, se priva da plasticidade da pulsão.

Então, respondendo à pergunta do nosso interlocutor fictício, o que provoca nosso desejo não é nenhum objeto com o qual nos relacionamentos efetivamente, mas sim esse restinho que sobra de todas essas experiências. É esse restinho que nos dá gás para investir em outros objetos. E esse restinho é uma das facetas que Lacan chama de objeto a, o objeto que causa o desejo. Por isso, a gente pode dizer que, no fundo, é esse restinho que a gente busca naqueles com os quais nos relacionamos. Buscamos neles esse pedaço perdido de satisfação, esse objeto que nos saciaria completamente.

Objeto adequado ao desejo?

Essa é a tese de Lacan, a qual é perfeitamente compatível com a obra de Freud. No entanto, como dissemos acima, outros teóricos da psicanálise não pensavam dessa forma. Na década de 50, a posição defendida por eles possuía bastante prestígio na comunidade psicanalítica, de modo que foi preciso que Lacan fizesse um seminário inteiro no ano acadêmico de 1956-57 apenas para criticá-la e indicar o que considerava ser a verdadeira posição psicanalítica a respeito do objeto.

Tais analistas haviam lido a teoria de Freud sobre a sexualidade da seguinte forma: no início da vida o bebê se relaciona com pedaços de um objeto, nunca com um objeto inteiro. Até aí está tudo certo. De fato, para Freud os objetos com os quais a criança lida são objetos parciais (seio, fezes, pênis, clitóris). No entanto, e é nesse ponto que eles se afastam de Freud, pois admitiam que a criança vai amadurecendo ao longo do tempo, de modo que após o período de latência ela não mais se relaciona com objetos parciais, mas com um objeto inteiro e totalmente harmônico, capaz de satisfazer plenamente ao seu desejo. O neurótico seria, portanto, aquele infeliz que ainda permanece agarrado aos objetos parciais, não tendo amadurecido o suficiente para lidar com um objeto total. Em decorrência, o objetivo da análise seria levar o sujeito ao amadurecimento, isto é, ao ponto em que ele fosse capaz de se relacionar com um objeto pleno e harmônico.

Ora, como vimos ainda há pouco, isso não tem nada a ver com o que Freud sustentava. Para o pai da psicanálise, o neurótico que chega ao psicanalista não é um imaturo. Aliás, a idéia de “amadurecimento” não faz qualquer sentido em Freud. O neurótico que procura análise é apenas alguém que teima em achar que é possível encontrar esse objeto pleno, completamente satisfatório. Assim, o objetivo da análise, em Freud, é diametralmente oposto ao da análise da Escola da Relação de Objeto. Trata-se, na clínica freudiana, de levar o sujeito a se dar conta justamente de que o objeto pleno não existe, de que essa falta de objeto é estrutural na existência humana e de que é justamente ela que permite o exercício da criatividade e da plasticidade do desejo.

Quando Lacan cria o conceito de objeto a o que ele tem em vista é justamente dar corpo a essa falta de um objeto natural, adequado e harmônico para o ser humano. Para o analista francês (como também para Freud) nós nunca deixamos de nos relacionar com objetos parciais, com pedaços de pessoas. Em nossa fantasia fundamental, a qual regula de fato a nossa relação com o mundo, continuamos a ser ávidos bebês que desejam o seio da mãe porque o consideram uma parte perdida de si mesmos. E é justamente essa parte perdida de nós mesmos, para sempre perdida, que nós buscamos ao longo da vida. É essa parte perdida, para Lacan, o objeto com o qual nos relacionamos: um objeto que, por sua ausência, se faz presente, o objeto a.

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47 comentários sobre “O que é objeto a?

  1. Olá Tânia! É um grande prazer tê-la por aqui novamente. Fico muito feliz em saber que você gostou do texto!

    Forte abraço!

  2. Oi Lucas,

    Enfim algo descomplicado sobre o famoso objeto a…!!!
    Vc poderia escrever algo sobre significante ? Até agora não consegui entender as explicações que me foram dadas.

    Obrigada,
    Valéria

  3. Com certeza, Valéria! Será um dos próximos posts. Pode aguardar que sai, sim. Forte abraço!

  4. Pingback: Id, ego, superego: entenda a segunda tópica de Freud (parte 3) | Lucas Nápoli

  5. ótima dissertação meu caro.É revigorante para quem está começando a visitar Lacan e revisitar Freud, uma maneira tão despretenciosa (e por isso descomplicada ) de explicar conceitos que, como vc bem disse, é sustentado por uma bela corja de INACESSÍVEIS ! Amei ! Adorei ! Revisitarei!
    Abçs descomplicados pra ti

    Mirelle Araújo

  6. Ótima dissertação, meu caro ! É revigorante para alguém que está visitando Lacan e revisitando Freud, ver alguém explicar de forma tão despretenciosa( e por isso, descomplicada ) , conceitos tão sustentados por uma corja psicanalítica como INACESSÍVEIS. É isso aí , descompliquemos.Amei! Adorei!Revisitarei!
    Abçs

    Mirelle Araújo

  7. Eu que quase não tenho contato com literatura lacaniana, por considerar complacada.Adorei…já começei a entender.Bertyra,nono p. psicologia

  8. Olá Bertyra! Que ótimo! Pretendo em breve postar outras explicações de termos lacanianos que amiúde são de difícil entendimento.

    Aproveite e explore o site!

    Um forte abraço e apareça sempre!

  9. Pingback: Questionando o “óbvio”: a falta é a causa do desejo? (parte 1) | Lucas Nápoli

  10. Pingback: Questionando o “óbvio”: a falta é a causa do desejo? (parte 2) | Lucas Nápoli

  11. Adorei a forma como você fez a exposição desses conceitos. Virei fã do blog. Estou fazendo minha monografia sobre o tema Transferência e agora estou começando a entender a posição que o analista ocupa nesse processo com o paciente, de acordo com Freud e Lacan.

  12. Olá Aline! Muito obrigado pelo feedback!
    Boa sorte com a monografia!
    Um forte abraço e apareça sempre!

  13. Blog do Luca Napoli é um verdadeiro glossário psicanalítico. Melhor blog sobre Freud. Extraordinário. Saudações do Blog do Professor Tim.

  14. Li alguns textos seus. Ótimos. São explanatórios e deduzem de forma muito objetiva conceitos que são objetos de estudo de um livro, que geralmente possuem linguagem muito rebuscada e sitematicidade textual complexa (ou complicada).

    Estudo Direito, mas jamais deixo de estudar e entender cada vez mais psicanálise, uma paixão minha.

    Descobri seu blog hoje. Devo dizer-lhe que sempre receberá minhas visitas.

    No mais, gostaria de lhe fazer um pedido: Poderia escrever um texto sobre pulsão epistemofílica ? Mesmo que seja pequeno. Descobri nos escritos psicanalíticos este tipo de pulsão. No entanto, não entendi com muita clareza. Se puder, agradecerei suas palavras desvelatórias.

    Saudações,

    G.

  15. Olá Guilherme! Muito obrigado pelos elogios e pelo feedback!
    Sua sugestão de tema já está anotada!
    Um forte abraço!

  16. Lucas, penso que o objeto a é a projeção no Outro da inesistência do ego como objeto definitivo, pois se pensarmos que o ego é um objeto apenas no imaginário, a falta de objeto é a falta de ego, e não do objeto em sí, o único objeto que realmente falta é o ego, todos os objetos existem descontados do eu. Os objetos representam a ausência do ego como objeto, que se existisse como objeto seria o objeto verdadeiro e finalmente encontrável. Podemos ver tudo, só não podemos ver a nós mesmos. O quê acha?

  17. Gostei da sua explicação, bem didática e clara. Entretanto, acho que o senhor deveria revisar a parte que fala sobre a escola Kleiniana, porque não condiz totalmente com o que estudamos. Sou membro da Sociedade de Psicanálise e estudamos exaustivamente Klein e as teorias de relações de objeto e, em nenhum momento, entendemos que a análise proposta pela sra. Klein dirige o analisando para um amadurecimento e busca de uma relação de objeto total. Estas são distorções que muitos analistas têm sobre a teoria Kleiniana, mas não é verdadeira.

  18. gostei d+….Pois escreve de forma bastante clara e exemplificada…parabéns Lucas…

  19. Os objetos existem (os objetos parciais somente) o único objeto que não existe é o sujeito, o quê configuraria o objeto total, real; as perversões, as neuroses, entre outras são formas diferentes do sujeito de se colocar na posição de objeto por não aceitar a castração narcísica, sem nunca conseguir completamente (a castração é tanto garantia dos objetos parciais como da impossibilidade do encontro do objeto total) e o quê falta no restinho representado pelo objeto a? Exatamente o furo da imagem do sujeito que se projeta como ausência de objeto pleno.

  20. Olá Marcelo. No texto, não falo especificamente sobre a escola kleiniana, mas sobre os teóricos da relação de objeto, entre os quais, de fato, se inclui Melanie Klein. De todo modo, creio que você tem razão. É Michael Balint, psicanalista húngaro, quem defende a ideia de um percurso maturacional cujo ponto de chegada seria uma relação com um objeto total.

    Muito obrigado pela pertinente crítica. Revisarei o texto.

    Um abraço!

  21. Olá Cláudio! Muito obrigado pelo comentário e por compartilhar comigo suas ideias.

    Gostaria que você esclarecesse um pouco mais essa sua leitura, pois não compreendi muito bem. Só depois desse esclarecimento, poderei fazer um comentário.

    Um forte abraço!

  22. Lucas, tentarei resumir em poucas palavras o quê eu escrevi acima:

    Onde o objeto falta o sujeito aparece.

    O objeto que falta é o significado (último). Mas essa falta possibilita que todos os outros significados (parciais) apareçam.

    O sujeito é o resultado dessa falta.

    O sujeito aparece nos diversos objetos a (seio, fezes, pênis, etc.), sem ser redutível aos mesmos.

    Tem haver com o último parágrafo do seu texto.

  23. Olá Cláudio! Agora creio ter entendido o que você disse. De todo modo, trata-se de uma leitura distinta da de Lacan.

    Um forte abraço e apareça sempre!

  24. Lucas, você agora que entendeu meu texto, poderia apontar qual (is) o (s) ponto (s) divergente (s) e/ou convergente (s) que você viu em relação a Lacan e a você também?

  25. Olá Cláudio. Do ponto de vista lacaniano, significado e objeto são duas coisas distintas. O significado é o efeito evanescente da articulação dos significantes. Já o objeto a é um elemento virtual que fenomenologicamente pode ser ilustrado pelos vários objetos de gozo que vamos perdendo ao longo da vida: seio, fezes, olhar, voz etc.

    Abração!

  26. Estou numa correria imensa por causa de meu tcc, mas não posso deixar de tecer elogios à sua explicação de objeto a. Parabéns.

  27. O objeto não existe nem para os animais, pois a ausência de objeto fixo é universal. A questão é que nos animais a percepção disso é quases zero. Mas como você disse é só “humanizá-los” que a coisa começa a mudar de figura. Se realmente o objeto existisse não haveria como ocorrer essa mudança de comportamento por parte deles, pois o quê é fixo não poderia mudar. Essa percepção da ausência de objeto fixo, interno, externo ou em qualquer lugar; percepção mesmo que parcial no caso do homem, teve como efeito a assunção da humanidade em nós, emtretanto anterior a essa percepção o objeto imutável nunca existira, faltava apenas um “ser” para se conscientizar disso (no caso do homem essa percepção é parcial ainda).

  28. O quê provoca o nosso desejo não é realmente nenhum objeto e, sim, o desejo: o desejo sente desejo pelo próprio desejo. o desejo diante do próprio desejo funciona como sujeito e objeto.

  29. Parabéns, nossa até que enfim uma resposta simples! Ajudou muito nas minhas pesquisas onde as respostas são sempre mto complexas e prolixas.

  30. Olá,
    Tenho que apresentar 2 textos em espanol de Jacques-Alain Miller, na próxima terça, não entendo psicanálise e muito menos espanol.
    Você conhece os textos “Un cuerpo” e ” Variedad de Lacan”?
    São capítulos de um livro de Miller.
    Estou super angustiada, porque já penso em desistir e perder a nota, já procurei ajuda no Google e nao consigo.

  31. Muito obrigada pela contribuição Lucas!!!
    Compartilho do seu pensamento de que a orientação lacaniana se eleva a um nível tão inacessível que qualquer tentativa de descrição está fadada ao fracasso. Desnecessário e não mobiliza desejo nenhum (conforme os lacanianos justificam).
    Voltarei em busca de novos conceitos à luz de Lucas. rs!

  32. Olá Débora! Fico contente em saber que meu texto lhe foi útil!

    Infelizmente, de fato concisão e didática não são aspectos muito valorizados nos textos da maioria dos analistas lacanianos…

    Grande abraço!

  33. Olá Waléria! Infelizmente fiquei um bom tempo afastado do site em função de compromissos profissionais e só agora pude ler seu comentário. De fato, não li nenhum dos dois textos… De todo modo, fiquei curioso para saber o que aconteceu. Você conseguiu apresentar?

    Um abraço!

  34. Olá Ana Cláudia! Muito obrigado pelo comentário!

    Sinto-me muito contente por saber que meus textos têm estimulado (e não refreado) o desejo dos leitores de se aprofundarem no estudo da teoria lacaniana.

    Grande abraço!

  35. Agora sim entendi o que significa o objeto A. Passei muito tempo procurando alguém que falasse claramente o seu significado. Obrigada, adorei a simplicidade do texto.

  36. Este texto se tornou para mim uma espécie de oração. no passado sempre recorria a uma divindade com intuito de achar essa parte perdida de mim mesmo, hoje me conformo em dialogar com com este restinho que nos move para vida, ou seja, continuo orando através do complexo livro sagrado do deus Lacan e do recorte deste, sintetizado de uma forma muito simples e clara pela vossa senhoria santo Lucas Napoli.

  37. Não poderiamos exercer nosso livre arbítrio se não processassemos o phi =0123456789 ao invés de apenas 4,141516 ou outra coisa qualquer em direção à alquimia perfeita. Parabéns pela simplicidade. A psicanálise tem possibilidades infinitas e o tempo de D-us não é o tempo do homem. Na maioria das vezes D-us não nos dá uma resposta imediata…Mas ela vem se estivermos realmente esperançosos, interessados, atentos e isso depende mais da gente do que de D-us. As respostas já estão aí. Nós já temos elas individualmente ou em dupla, construindo juntos, um objeto aprendido na busca pelo objeto prerdido. Compromisso=Casamento para a Eternidade! É um projeto a ser realizado pelo casal.

    Obrigado. Elvisnow@live.com

  38. Lucas, eu sei que ao escrever um texto como esse às vezes algo foge do nosso rigor técnico. É por isso que espero te ajudar em relação a sua colocação do último parágrafo: na verdade o objeto não é perdido, quem o vê assim somos nós os seres humanos, pois o objeto nunca foi perdido, pois simplesmente nunca o possuimos para perder, no inconsciente o objeto está e não está, temos e não O temos ao mesmo tempo. é igual a uma moeda, que é uma só, mas com dois lados. A necessária diferenciação consciente se faz na realidade através do suporte anatômico, sem esse referencial corporal não poderíamos nos diferenciar na consciência como homem ou mulher. Perversões, fetiches, pisicoses, são categorias que ilustram cada um a seu modo a dificuldade de lidar com essa questão originária.

  39. Há muito tempo estive procurando um texto didático sobre ‘objeto a’. Enfim, encontrei. Obrigado.

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